Sábado, 17 de Fevereiro de 2018

OPERAÇÃO URAGANO

Rombo em Dourados chegou a R$ 35 milhões, diz MPE

6 NOV 2010Por Fábio Dorta, DE Dourados00h:00

O rombo nos cofres da Prefeitura de Dourados por causa dos desvios de recursos para pagamentos de propina, apurados na Operação Uragano da Polícia Federal, podem chegar a R$ 35 milhões. A informação é do Ministério Público Estadual (MPE) que ajuizou anteontem no Fórum local uma Ação Civil Pública por improbidade administrativa contra 59 pessoas e dez empresas.

Entre os denunciados estão o prefeito Ari Artuzi (PDT) e o vice-prefeito (PR), ambos já afastados dos cargos pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ-MS), 11 vereadores, entre eles o atual presidente do legislativo douradense Dirceu Longhi (PT) e o 1º secretário da mesa diretora Gino Ferreira (DEM), além de ex-secretários municipais, servidores públicos, empresários e diretores do Hospital Evangélico que é particular, mas mantém contrato em vigor com a Prefeitura.

Conforme a ação ajuizada pelo Ministério Público, entre os 12 vereadores que compunham o poder legislativo no último dia 1º de setembro, quando foi deflagrada a Operação Uragano, a única a não ser denunciada foi Délia Razuk (PMDB), que atualmente ocupa o cargo de prefeita interina. Nove dos 11 vereadores denunciados estão afastados dos cargos e foram substituídos temporariamente pelos suplentes.

 Ressarcimento
Caso as ações sejam julgadas procedentes os denunciados poderão receber penas que vão desde a perda dos direitos políticos e pagamento de multa até o ressarcimento integral dos prejuízos. A ação é assinada pelos promotores de justiça Paulo César Zeni, Cláudia Loureiro Almirão e Amílcar Carneiro Araújo Júnior.

Praticamente todos os integrantes da lista encaminhada à justiça e divulgada ontem pelo MPE também já haviam sido denunciados criminalmente e estão respondendo processo na 1ª Vara Criminal de Dourados e no TJ-MS. Entre as empresas estão empreiteiras, construtoras, concessionárias do transporte coletivo e de estudantes da zona rural para a sede do município, o Hospital Evangélico e uma que vende armas.

Além de Artuzi e Carlinhos Cantor, ainda permanecem presos a primeira dama Maria Aparecida de Freitas, os vereadores afastados Humberto Teixeira Júnior (PDT), Sidlei Alves (DEM) e Cláudio Marcelo Hall (PR), o suplente de vereador Edivaldo Moreira (PDT) e os ex-secretários municipais Ignes Boschetti Medeiros (Finanças), Dilson Cândido de Sá (Obras) Tatiana Moreno (Administração) e Alziro Arnal Moreno (Procuradoria-Geral do Município).

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