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Rodada de negócios deve movimentar R$ 1,2 milhão

21 MAI 10 - 08h:43
Carlos Henrique Braga

Sim, nós temos indústrias e elas querem exportar. A primeira rodada de negócios da história do setor industrial de Mato Grosso do Sul – entre ontem e hoje na Expo-MS, em Campo Grande –, vai colocar frente a frente 400 empresários sul-americanos e europeus, de 172 empresas, dispostos a derrubar barreiras culturais em nome de uma boa transação. A meta dos organizadores é movimentar R$ 1,2 milhão em seis meses de conversação entre os negociadores.
Os europeus vêm em busca de alimentos, principalmente, mas não descartam levar para casa produtos de outros segmentos em expansão no Estado, como confecções e madeira de reflorestamento.

A conversa começa na feira, mas o caminho é longo até o fechamento do negócio. Os produtos poderão ser adaptados ao gosto do consumidor do País comprador. O preço também muda para exportação, pois “tributos não são exportados”, lembra Sarah Saldanha, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), co-organizadora da rodada.

O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), por exemplo, não é tributado em vendas externas, e deve ser deduzido do valor do produto em negociação. A formação de preço parece simples, mas confunde empresários do Estado, novatos no comércio exterior. “Esse foi um dos problemas que tive com todas os empresários que encontrei hoje”, conta o italiano Carlos Claret, da consultoria suíça especializada em facilitar o comércio entre empresas europeias e latino-americanas. “Eles devem chegar com o preço final para exportação, mas não chegam”, analisa Claret, que acredita que a vocação do Estado para produção de alimentos pode ser uma resposta à necessidade de produtos mais naturais do consumidor estrangeiro.

Etiqueta de negócios
Antes de se sentar à mesa, o empreendedor precisa conhecer bem seu produto e saber seus limites para não oferecer o que não poderá cumprir. Sara, da CNI, recomenda ao sul-mato-grossense que estude o perfil de quem encontrará, e que siga regras da etiqueta do mundo dos negócios, como postura mais formal. “Também é importante não blefar, jamais diga que vai fazer, se não for; e sempre mantenha o relacionamento aceso, mesmo se não houver negócio”, indica.

A procura pelas mesas de negociação dobrou no primeiro dia, quando já se falava em estender a rodada por mais um dia.
Entre as empresas participantes, 80% são médias ou pequenas. Áustria, Suíça, Estados Unidos, Bolívia, Chile e Paraguai enviaram delegações a Campo Grande.
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