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PANTANAL

Rio Paraguai supera 5 metros; pico da cheia se aproxima

23 ABR 11 - 10h:29Diário Corumbaense

O rio Paraguai superou neste sábado, 23 de abril, a marca dos 5 metros de altura na régua do 6º Distrito Naval de Ladário. Desde o dia 1º deste mês, o nível do rio subiu 67 centímetros passando dos 4,35 m para os atuais 5,02 metros. Uma média de quase três centímetros por dia. A marca já superou a estimativa da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), que previa 5,01 metros para o final deste mês, mais precisamente para 29 de abril.

Previsão da Embrapa Pantanal, apresentada em 31 de março, estima que o pico da cheia do rio Paraguai, na régua ladarense do Serviço de Sinalização Náutica do Oeste, ocorra entre esta semana final de abril e o início de maio, ficando pouco abaixo dos 6 metros. Cheia normal compreende de 5 m a 5,99 metros. Cheia igual ou superior a 6 metros é considerada como uma cheia grande ou super cheia.

O método probabilístico do Modelo de Previsão de Cheia em Ladário (Modelad), desenvolvido pela Embrapa Pantanal e que leva em consideração os níveis registrados pela Marinha desde 1900, prevê que o pico máximo do rio Paraguai deve ocorrer no período de 22 de abril e 05 de maio, com a altura oscilando entre 5,10 metros e 5,96 metros, considerado intervalo de segurança. "O nível provável do pico é 5 metros e 53 centímetros" explicou o pesquisador Ivan Bergier, responsável pela análise.

Maiores cheias

A maior cheia do século passado ocorreu em abril de 1988, quando o rio Paraguai, atingiu a marca de 6,64 metros na régua de Ladário, superando os 6,62 m de maio de 1905. A última grande cheia ocorreu em 1995, considerada a terceira maior, com pico de 6,56 metros.

Mas, a que mais prejuízos causou para a pecuária bovina do Pantanal, foi a de 1974, quando milhares de cabeças de gado morreram. Apesar de o pico (nível máximo) ter sido inferior a 6 metros (5,46 m), o fato de ter ocorrido após o mais longo período de seca do Pantanal, pegou os pecuaristas de surpresa.

Durante o período de 1964 a 1973, que antecedeu a essa cheia, o nível máximo registrado na régua de Ladário tinha sido de apenas 2,74 metros.

Prejuízos de R$ 190 milhões

Parecer técnico da Embrapa Pantanal sobre a evolução da cheia de 2011 no Pantanal Sul e os impactos para a pecuária nos seis principais municípios da região da planície pantaneira sul-mato-grossense - Corumbá; Coxim; Rio Verde; Aquidauana; Miranda e Porto Murtinho -, que embasou decreto do Governo do Estado declarando situação de emergência na região pantaneira de Corumbá, estima prejuízos de quase R$ 200 milhões com a cheia dos rios. Juntas, essas cidades têm rebanho com 2.420.702 reses [sendo 1,9 milhão de cabeças só em Corumbá].

De acordo com relatório, as perdas são divididas em vários setores do processo produtivo. Só com a quebra na produção o prejuízo financeiro é calculado em R$ 13.934.200. Há ainda perda com diminuição na taxa de natalidade, avaliada em torno de 10% do rebanho, com isso são mais R$ 24,5 milhões perdidos. Também entrou no cálculo a morte de bezerros nascidos, em que se estima perder R$ 13,7 milhões levando-se em consideração a taxa de 10%.

O montante chega aos R$ 190 milhões quando entram na balança as perdas médias de peso das matrizes de cria. São estimados, nesse quesito, um total de R$ 139.782.720 em prejuízos. Só em Corumbá, calcula-se perdas de R$ 120 milhões.

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