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Campo Grande - MS, segunda, 15 de outubro de 2018

Ricos e pobres felizes para... Até quando?

8 JUL 2010Por 08h:06
Há muito tempo se tem claro como funciona a “matemática” da distribuição dos absurdos impostos cobrados em nosso país. Existem os que não pagam, ou seja, os muito pobres e os muitos ricos, e os cidadãos que batalham contra tudo, matando “um leão” por dia, e carregando esse país nas costas. E pagando, pagando, pagando...
São 12 milhões de famílias beneficiadas pelo Bolsa-Família. Algo que durante algum tempo se fez necessário. Mas acredito que já passou da hora de se investir em programas que façam a população se profissionalizar, começar a andar com as próprias pernas, para não correr o risco de atrofiar. E tratar de investir dinheiro na  infra-estrutura do país, gerando empregos e permitindo que essa grande massa possa participar  do crescimento, sem migalhas que os torna subservientes, com todo respeito que precisam, trabalhando pelo próprio sustento. Sim porque isso não vai ser possível acontecer para sempre, e o coitado que precisar cortar essas facilidades estará perdido. O brasileiro é imediatista, e na hora de votar só pensa na própria barriga. Não consegue ir além dos próprios interesses imediatos. Uma pena. Mas um dia chegaremos lá.
Já as 20 mil famílias milionárias que lucram sem nenhum esforço emprestando dinheiro para o governo manter essa ciranda, os banqueiros e afins, são os maiores privilegiados do sistema.
Para esses endinheirados, o Brasil está maravilhoso. Brincando, cada vez mais saem fortunas incalculáveis dessa ciranda. Eles abocanham 70% dos juros da dívida pública, e sem pressão, sem fiscais, se encontram na outra ponta que se encontra a maioria dos brasileiros: São os que ganham com os juros! O Brasil vai pagar neste ano R$ 200 bilhões de juros, e R$140 bilhões vão para essa turma. Que tal? E você acredita que eles praticamente não pagam impostos?
Agora pergunto: E a turma que trabalha? E a turma que sustenta? Como fica? Se as duas “pontas” não trabalham, não pagam impostos, como ficam eu, você, e toda essa turma que se mata de trabalhar?
Ah, para essa turma a coisa está complicada. O pior inimigo  é uma praga que talvez um dia  os brasileiros acordem, parem de pensar só em si, e se unam para combater OS IMPOSTOS! Há uns cinco anos escrevi um texto: Procura-se um Tiradentes. ATÉ HOJE NÃO ACHAMOS.
Uma praga que nos faz trabalhar um terço do ano para pagar. São quatro meses e 25 dias para pagar os impostos. Para quem não ganha Bolsa, nem empresta dinheiro (sem imposto) para o governo. Somos os campeões mundiais nesse quesito. Imbatíveis! Quem paga imposto deixa 40,54% de sua renda anual para o governo. E o que recebe de troco? Segurança publica perfeita, educação maravilhosa, saúde das melhores, estradas seguras? Acho que não estamos bem assim...
Portanto, muita pesquisa na hora de votar. Se bem  que só consultando tarô, búzios, ou videntes para tentar acertar. Porque eles falam uma coisa e fazem outra. Mas o brasileiro não está nem aí. Não é por acaso que os candidatos não se preocupam sequer em nos fazer acreditar que irão combater os altos impostos. A maioria nem se lembra em quem votou na última eleição. Principalmente para os cargos legislativos. E eles são os responsáveis por essas leis que protegem marginais, e enrijecem o judiciário. Vamos lá amigos: pesquisem, vejam o que já fizeram, e votem naquele em que se possa ter alguma esperança de tornar esse país mais sério, mais justo, e com impostos menos violentos. Porque o resto Deus já nos deu tudo.

Marisa Mujica, empresária
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