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Campo Grande - MS, segunda, 17 de dezembro de 2018

UFMS

Revoltados por falta de professores, acadêmicos de História protestam

30 MAR 2011Por Laís Camargo18h:30

Dois professores. Esse é o número oficial de docentes do curso de licenciatura em História da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. A situação é antiga, começou em meados do ano passado e tem causado frustração e revolta nos acadêmicos. Hoje, às 19h, está programado um  protesto na Unidade VI da UFMS, quando os alunos falarão sobre as reivindicações e realizarão manifestação - inclusive paralisando o trânsito - para chamar atenção de toda comunidade acadêmica e sociedade para o descaso com que o curso vem sendo tratado.

Segundo os organizadores da manifestação, são quatro anos de curso e, portanto, estes dois professores têm que se dividir entre quatro turmas, além de orientar os projetos finais dos alunos que deveriam se formar neste semestre.

“Oficialmente foram demitir os professores em dezembro, mas já tem quase um ano. Teve uma rivalidade entre os professores, um grupo já estabelecido e um grupo novo. Os antigos foram mandados embora, e os novos entraram de licença médica para não conviver com os outros, e acabaram demitidos. Aí não ficou ninguém”, conta o acadêmico do último ano Raphael Lugo Sanches.

Burocracia

A resposta da pró-reitoria é que muitos trâmites burocráticos estão envolvidos, daí a demora nas providências da instituição. Enquanto isso, vários alunos mobilizaram-se para obter professores voluntários e não terem mais prejuízos.

O pró-reitor professor Henrique Mongelli pediu aos alunos na última sexta-feira (25) um novo prazo de 30 dias para resolver a situação. “Temos professores de licença, estamos repondo três vagas de substituto, tem uma professora vindo de aproveitamento de curso, outro de transferência e mais um de outro campus da UFMS, totalizando oito novos professores. Se depender somente da UFMS, em 30 dias esses professores estarão em sala. Mas em alguns processos a autorização tem que ser feita pelo Ministério da Educação. A universidade está fazendo tudo que pode, nossa preocupação é com os alunos”, garante Mongelli.

“Nós fizemos uma nota de repúdio por conta de algumas situações. Um grupo de alunos fez um dossiê e mandou para todos os ministérios possíveis, não obtivemos resposta. Agora tem esse novo prazo, vamos aguardar”, comenta a universitária Miksleide Pereira. Outras reivindicações dos alunos têm relação com laboratórios instalados e não liberados para os acadêmicos. Além da não liberação do sinal de internet para a comunidade da UFMS. “Quando fazemos um curso superior, queremos nos formar com o conteúdo, com a carga horária. Quando acontece uma greve, o período letivo se estende. Eu sugeri aumentar o prazo para os alunos que vão se formar agora, para que não tenham problemas. Se precisar, vamos estender o calendário o quanto for necessário para eles não sairem prejudicados”, aponta o pró-reitor.

 

Editada às 20h30min para acréscimo de foto

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