Campo Grande - MS, quarta, 15 de agosto de 2018

GESTÃO

Reunião vai discutir vila olímpica indígena

27 MAI 2011Por FAUSTO BRITES00h:00

Para discutir proposta de gestão da Vila Olímpica Indígena de Dourados, que foi inaugurada no dia 9 deste mês, será realizada uma reunião às 8h na reitoria da Universidade Federal da Grande Dourados( UFGD).

Diante da indefinição sobre a administração do complexo, será proposta uma gestão compartilhada. A iniciativa é do deputado federal Geraldo Resende que também iniciou gestões no Ministério do Esporte para alocar recursos e assim garantir o custeio de atividades e manutenção do complexo.

Foram convidados para discutir o assunto a coordenadora da Funai em Dourados, Maria Aparecida Mendes Oliveira, o reitor da UFGD, Damião Duque de Farias, a pró-reitora de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFGD, Rita Pacheco Limbert, o diretor das Faculdades de Educação (Faed/UFGD), Reinaldo dos Santos, e a professora Ida Martins, coordenadora do curso de Educação Física da UFGD.

Vila Olímpica

A Vila Olímpica possui uma área de 29 mil metros quadrados. Além da quadra de esportes de estrutura metálica e vestiário com área construída de 1.116 metros quadrados, o complexo conta com campo de futebol com vestiários, de 5.400 m2; pista de atletismo (2.735 m2); quadra de vôlei de areia (336 m2); e calçamento com 3.252 metros quadrados.

Os indígenas das aldeias Jaguapiru e Bororó estão ansiosos em usufruir da Vila Olímpica. Entre eles os projetos que se discutem, há expectativa de promoção de competições e até a possibilidade do complexo vir a ser o palco principal dos Jogos Indígenas de Mato Grosso do Sul. São várias modalidades de jogos como arco e flecha, lança nativa, futebol, vôlei, corridas, cabo de guerra, entre outros. A Vila Olímpica possui espaços para a prática de todos esses esportes.

Por ser a única praça de esportes do gênero em todo Brasil, os indígenas acreditam que ela vai espelhar outros projetos, mas o que mais se destaca é o alcance social da obra no sentido de dar uma perspectiva de futuro melhor às comunidades indígenas. Além da possibilidade da redução dos índices de violência na reserva, em razão do consumo de álcool e outras drogas, espera-se também a redução dos índices de suicídios entre jovens, cuja causa principal é a falta de oportunidades e perspectiva de futuro.

A ideia da Vila Olímpica foi levantada ao final dos trabalhos da Comissão Externa da Câmara que investigou as causas da desnutrição de crianças nas aldeias. Em Dourados se concentra o maior contingente populacional indígena do país por município. São aproximadamente 13 mil indígenas das etnias Guarani Kaiowa, Guarani Nhadeva e Terena. Mato Grosso do Sul abriga a segunda maior população indígena do Brasil, com 68.963 indivíduos.

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