segunda, 16 de julho de 2018

Reunião discute estratégias para assistência a mães, crianças e adolescentes

8 SET 2010Por 17h:00
     

        Foi realizada hoje (08), no gabinete da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), uma reunião com representantes da Sesau, Semed, SAS, Fundac e conselhos tutelares para definir a criação do comitê executivo intersetorial de estratégias ?Brasileirinhos e Brasileirinhas saudáveis: primeiros passos para o desenvolvimento nacional, criado pelo Ministério da Saúde?.
        A idéia é promover um conjunto de ações, em todo o país, para articulação e desenvolvimento de projeto voltados para a saúde da mulher e da criança recém-nascida até seis anos de idade. A portaria 2.395 foi criada em 7 de outubro de 2009 e elencou cinco municípios brasileiros para serem pilotos na implantação e implementação do projeto: Rio Branco, Sertão do Araripe, Campo Grande, Rio de Janeiro e Florianópolis.
        Segundo a palestrante, Kelma Medina Medeiros da Silva, gerente do Programa da Criança e Adolescente da Sesau, deverão ser analisadas situações como ?desenvolvimento emocional, social e cuidados que vão desde o principio do desenvolvimento humano até ações sociais que abrangem educação, trabalho e cidadania?, destacou a gerente.
        Outro trabalho que deverá ter um acompanhamento contínuo para o bom andamento do trabalho é o atendimento pré-natal (já desenvolvido em Campo Grande sob o nome de Mãe Morena) com adolescentes vitimas de violência, com transtorno mental ou usuárias de drogas. ?Com uma série de ações integradas entre as secretarias municipais, teremos oportunidade de acompanhar com maior precisão o pré-natal, o parto e o puerpério?, explicou Kelma.
        De acordo com o secretário municipal de Saúde, Leandro Mazina Martins a escolha das cidades-piloto foi feita pelo Conass e Conasems e Campo Grande foi escolhida por já ter vários projetos voltados ao atendimento e acompanhamento da infância, adolescência e gestantes. ?Com a viabilização de ações locais de cada município escolhido, será possível criar uma cartografia inicial com diagnósticos, cadastramento e identificação da situação de gestantes da Capital?, avalia Martins.
        Para a titular da SAS, Berenice Maria Jacob Domingues, é preciso ainda resolver problemas de ordem cultural. ?Muitas gestantes não completam o acompanhamento pré-natal ou vão para casa de algum parente próximo à data do parto, dificultando que o agente de saúde acompanhe o desenvolvimento da criança. Será preciso educar a população, por meio dos conselhos setoriais, por exemplo, a fim de disseminar as informações?, detalha a secretária.

        
        Projetos

        Entre as sugestões de projetos que serão defendidas ou que já existem e precisam ter maior visibilidade estão: o direito da mulher a ter consulta mensal do pré-natal (ressaltando que o direito existe na rede de saúde, o que deve ser priorizado é a dispensa das que trabalham formalmente); garantir a gestante do direito de conhecer o hospital e a equipe com a qual deverá fazer o parto (por meio da Lei 11.634); criação de equipe que irá visitar a gestante na maternidade para entrega do kit incentivo (bolsa), com título de cidadão campo-grandense; direito de aleitamento materno, segurança alimentar e nutricional garantida até os seis anos; preparar e orientar os profissionais (técnicos, educadores, assistentes sociais, enfermeiros) que atuam diretamente com as famílias, Saúde de ferro (prevenção à anemia), aumento do odontomóvel, reunião com pais e educadores, entre outros.
        A gerente da Sesau explicou ao final da reunião que cada secretaria deverá escolher um titular e um suplente, no prazo de uma semana, para compor o comitê intersetorial da Estratégia Brasileirinhas e Brasileirinhos (EBBS) e, assim, definir o plano de trabalho para este ano e 2011.

Leia Também