Sábado, 24 de Fevereiro de 2018

RECOMPOSIÇÃO

Retorno da CPMF volta às discussões e já causa divergências

4 NOV 2010Por INFOMONEY / ADRIANA MOLINA15h:13

A presidente eleita, Dilma Rousseff, afirmou que não pretende enviar ao Congresso a recomposição da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), mas que terá negociações com os governadores sobre o tema.

O assunto polêmico já começou a causar divergências. De acordo com o presidente da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), Roque Pellizzaro, a reedição da CPMF é uma expansão da carga tributária. “Os varejistas não aceitarão o retorno da CPMF. Os governos devem repensar sobre esse tributo. Vamos mobilizar nacionalmente o movimento lojista contra a volta da CPMF”, afirma.

Já o presidente nacional do PSB e governador reeleito de Pernambuco, Eduardo Campos, defendeu, a volta da cobrança da contribuição, ao alegar a existência de um subfinanciamento na ordem de R$ 51 bilhões ao ano na área da saúde. “Se precisar ser em parte ou totalmente a CPMF, vamos fazer isso, porque depois que baixou a CPMF não vi cair o preço de nada”, disse o governador que, segundo a Agência Brasil, já vem mantendo conversas com o presidente Lula e com a presidente eleita sobre o assunto.

Para o governador reeleito do Ceará, Cid Gomes, a volta da CPMF é necessária e representa um “sacrifício” pequeno para parte da população em nome de uma causa maior. Eleito no Espírito Santo, Renato Casagrande considerou que a volta do imposto deve ser discutida dentro da proposta da reforma tributária, mas admite a urgência de resolver o problema do financiamento da saúde. “Acho que qualquer criação de tributo deve ser feita no contexto da reforma tributária, porque desonera de um lado e onera do outro”, disse o novo governador.

A CPMF

A CPMF foi criada no primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso e o fim da cobrança ocorreu em dezembro de 2007, quando a oposição venceu a base governista, que lutava, no Congresso, pela prorrogação do tributo. De acordo com cálculos do governo, o fim do imposto tirou R$ 40 bilhões anuais da área da saúde.

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