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Resultado fiscal desagrada e Bolsa tem 4º mês seguido de queda

28 FEV 14 - 20h:00Folhapress

Com investidores avaliando negativamente dados fiscais do governo brasileiro, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou hoje com desvalorização de 1,08%, aos 47.094 pontos.

O índice acumulou perda de 1,14% em fevereiro, seu quarto mês seguido no vermelho. Na semana, houve retração de 0,60%.

A baixa desta sexta-feira foi puxada pelas ações da Petrobras. A companhia anunciou hoje que uma plataforma de perfuração de poços de petróleo a seu serviço adernou na Bacia de Campos, na região norte do Rio de Janeiro, nesta madrugada.

Os papéis preferenciais (mais negociados e sem direito a voto) da estatal cederam 3,21%, a R$ 13,59 -menor valor desde 2005. Já os ordinários (menos negociados e sem direito a voto) tiveram desvalorização de 2,55%, a R$ 12,99. Juntas, essas ações representam cerca de 12% do Ibovespa.

"A queda da Bolsa hoje foi pautada no resultado fiscal ruim do governo central em janeiro", diz Julio Hegedus, economista-chefe da consultoria Lopes Filho. "Como o governo se comprometeu com uma meta fiscal de 1,9% do PIB para o final do ano, o mercado teme que o número ruim de janeiro se perpetue para os demais meses e acabe forçando o corte na nota soberana do país", acrescenta.

Uma semana depois de prometer maior austeridade neste ano eleitoral, o governo Dilma Rousseff divulgou hoje uma disparada de gastos no mês passado. Em consequência, o saldo das contas do Tesouro Nacional -a diferença entre as receitas e os gastos- caiu pela metade, para R$ 13 bilhões no mês passado.

Os números também impactaram o mercado de câmbio, com o dólar à vista, referência no mercado financeiro, fechando em alta de 0,46% sobre o real, cotado em R$ 2,334 na venda. No mês, a moeda caiu 3,35% e na semana, 0,74%.

Já o dólar comercial, usado no comércio exterior, avançou hoje 0,90%, a R$ 2,345.

Nem mesmo a intervenção do Banco Central no câmbio impediu a moeda americana de subir.

O BC deu continuidade hoje ao seu programa de intervenções diárias no câmbio, através do leilão de 4.000 contratos de swaps cambiais tradicionais (equivalente à venda futura de dólar), no valor total de US$ 197,9 milhões.

Contribuindo para o mau humor, o governo dos EUA reduziu sua estimativa para o crescimento no 4º trimestre uma vez que os gastos dos consumidores e as exportações foram menos robustas do que inicialmente imaginado. A 2ª prévia do PIB (Produto Interno Bruto) no período mostrou alta de 2,4%, representando uma forte queda ante o ritmo de 3,2% anunciado no mês passado. 

As ações da CSN lideraram as perdas do Ibovespa no dia, com baixa de 6,92%, depois que a companhia apresentou prejuízo de R$ 487 milhões no quarto trimestre, revertendo o lucro de R$ 316 milhões registrado um ano antes.

O número veio pior que a projeção de analistas, mas, segundo a companhia, a perda reflete a adesão ao Refis (programa de recuperação fiscal do governo federal). Sem considerar esse efeito, que gerou impacto negativo de R$ 403 milhões para o balanço da empresa, a CSN teria tido um lucro de R$ 450 milhões no trimestre. 

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