Segunda, 19 de Fevereiro de 2018

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Relatório da CP da Saúde pode ser engavetado

25 NOV 2010Por Fábio Dorta05h:15

O relatório final da Comissão Processante (CP) instalada contra o prefeito Ari Artuzi com base nas investigações da CPI da Saúde da Câmara Municipal corre o risco de ser engavetado. A informação foi confirmada ontem pelo presidente da Comissão, o vereador Elias Ishy (PT).

Como existe outra Processante contra o prefeito afastado, baseada na Operação Uragano da Polícia Federal, a tendência é que o relatório desta seja votado primeiro e, caso Artuzi seja cassado, a outra Comissão perderia o objetivo de sua criação.

Embora o relatório final da CP presidida por Ishy esteja praticamente concluído, existe uma articulação para que o relatório da outra Comissão seja votado primeiro, porque as provas seriam bem mais consistentes. O relatório final da CPI da Saúde está sendo questionado pelos advogados de Artuzi que apontaram várias irregularidades.

"É bem provável que, como existe pouca diferença entre os trabalhos das duas comissões, seja votado primeiro o relatório da CP da Operação Uragano", afirmou Ishy.

De acordo com Ishy o relatório tem quase 11 mil páginas, mas em um resumo de 67 páginas, o relator da CPI, vereador Humberto Teixeira Júnior (PDT), que está preso e afastado do cargo, faz três acusações contra Artuzi: por não ter enviado os documentos solicitados pela CP, por má administração dos recursos públicos da Saúde e por fraude nas planilhas de consumo de combustível dos veículos da Secretaria Municipal de Saúde. O relatório foi assinado por Teixeira no dia 8 de setembro, quando já estava na Penitenciária Harry Amorim Costa (Phac). (FD)

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