POLÍTICA

Relator diz que prefeitura atrapalha CPI da Saúde

Relator diz que prefeitura atrapalha CPI da Saúde
10/08/2010 04:25 -


Fábio Dorta, de Dourados

O relator da CPI da Saúde da Câmara Municipal de Dourados, Humberto Teixeira Júnior (PDT), afirmou ontem que a prefeitura mandou documentos incompletos à comissão, o que tem prejudicado as investigações.
Ontem a tarde, Teixeira e Dirceu Longhi, presidente da CPI, se reuniram no plenário do Legislativo. O outro integrante da comissão, Júlio Artuzi (PRB), não participou. Ele é tio do prefeito Ari Artuzi (PDT).
O relator afirmou que o prazo final para a entrega do relatório de acordo com o regimento interno da Câmara é o próximo dia 29 de agosto. Mas, segundo Teixeira, a Secretaria Municipal de Saúde não tem atendido integralmente às solicitações da comissão. Apesar das dificuldades, Teixeira afirmou que os trabalhos serão concluídos dentro do prazo. “A previsão é que o relatório seja concluído até o dia 27 e depois encaminhado para ser lido e votado em plenário. Temos dificuldades com o recebimento dos documentos por parte da prefeitura, que os manda incompletos”, declarou o relator.
Investigações
A CPI foi criada para investigar denúncias de irregularidades na aplicação dos recursos federais destinados à Secretaria Municipal de Saúde nos últimos dois anos da gestão do ex-prefeito Laerte Tetila (PT) e na administração atual de Artuzi. O setor também já foi alvo de investigações por parte do Departamento Nacional de Auditoria (Denasus) e da Polícia Federal, com a Operação Owari.
Na audiência de ontem foram ouvidos pelo presidente e o relator da CPI os diretores clínicos do Hospital Universitário (HU) Antônio Hidalgo de Lima, e do Hospital da Mulher, Delane da Silva Borges, que são hospitais públicos, e o superintendente do Hospital Evangélico, Marco Aurélio Camargo Areias. O Evangélico é particular, mas presta atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Hoje, estão previstos os depoimentos do presidente do Conselho Municipal de Saúde, João Alves de Souza, da chefe do almoxarifado da Secretaria Municipal de Saúde, Magali Fernandes Vedovatto, e do secretário municipal de Saúde, Mário Eduardo Rocha.
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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".