quarta, 18 de julho de 2018

SALÁRIO MÍNIMO

Relator anuncia que vai manter valor em R$ 545

15 FEV 2011Por AGÊNCIA CÂMARA00h:00

 relator do projeto de lei que eleva o salário mínimo para R$ 545 (PL 382/11), deputado Vicentinho (PT-SP), disse que vai manter o valor proposto pelo governo, apesar de ver "com simpatia" a antecipação de parte do reajuste de 2012 – que elevaria o mínimo para R$ 560. Ele afirmou que a política atual, que resultou no valor de R$ 545, deveria ser defendida pelas centrais sindicais, porque faz parte de um acordo feito com o governo.

"Um salário mínimo coerente para a classe trabalhadora ultrapassaria os R$ 1.500. Esse seria o ideal. Entretanto, o salário mínimo foi abandonado pelos governos do passado e esquecido por parte do movimento sindical ao longo de décadas, porque o movimento sindical representa os trabalhadores que ganham mais do que isso. Só voltou a ser respeitado com o presidente Lula, quando a Central Única dos Trabalhadores (CUT), junto com outras centrais sindicais, começou a fazer importantes marchas em defesa dessa bandeira. A política é fruto de um acordo do governo com as centrais – acordo que resultou dessa batalha, da sensibilidade do presidente Lula e também da sensibilidade do Congresso Nacional", disse.

A política atual prevê o reajuste pela inflação mais a variação do Produto Interno Bruto (PIBIndicador que mede a produção total de bens e serviços finais de um país, levando em conta três grupos principais: - agropecuária, formado por agricultura extrativa vegetal e pecuária; - indústria, que engloba áreas extrativa mineral, de transformação, serviços industriais de utilidade pública e construção civil; e - serviços, que incluem comércio, transporte, comunicação, serviços da administração pública e outros. A partir de uma comparação entre a produção de um ano e do anterior, encontra-se a variação anual do PIB.) de 2009, que foi nula. Em 2012, a expectativa é que o mínimo chegue a R$ 615.

Tanto o valor de R$ 560 quanto o de R$ 600 fazem parte de emendas ao projeto que devem ser votadas separadamente após a votação do texto integral pelo Plenário, na quarta-feira (16).

Nesta terça-feira (15), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, deve participar de comissão geral da Câmara para discutir a questão.

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