Quinta, 22 de Fevereiro de 2018

Reforma

Reforma de Ruiter não contempla aliados

15 JAN 2011Por Sílvio Andrade, de Corumbá00h:00

A terceira reforma administrativa promovida pelo prefeito Ruiter Cunha de Oliveira (PT), desde 2005, quando assumiu pela primeira vez o cargo, não contemplou os partidos aliados para sua reeleição, em 2008, como prometera no final do ano passado. Com exceção de extinção de secretarias e fundações e exoneração de assessores, a reforma resumiu-se em um rodízio dos secretários que o acompanham há seis anos.

As mudanças foram anunciadas como medidas de contenção de despesas face às dificuldades previstas para 2011, com redução do índice de repasse de ICMS e queda da arrecadação própria, representando um orçamento menor que o de 2009. No entanto, o impacto da reforma nas finanças do município não foi divulgado, bem como o número de cargos comissionados extintos. O decreto de exoneração não nominou os cargos.

Para os partidos teoricamente coligados e sem espaços na administração, a reforma atual personificou o prefeito como centralizador da gestão. Ruiter não ouviu os aliados, entre eles o PMDB, e também não consultou o senador Delcídio do Amaral (PT/MS), de quem tenta se aproximar para superar divergências dentro do PT. O PMDB tem apenas uma sala no governo: o gabinete do vice, Ricardo Eboli.

Meritocracia
Para não abrir brechas à coligação, o prefeito nomeou interinamente o secretário de Gestão Governamental, Cássio Costa Marques, para a pasta de Desenvolvimento Sustentável, e decidiu afastar Carlos Porto, que era seu braço direito nas articulações em Brasília em busca de recursos. A saída de Porto, que exercia influências no governo, não foi explicada. O ex-secretário está de férias e deve assumir uma assessoria em fevereiro.

Em relação às exonerações e redução de salários, Ruiter, que está gozando férias com a família até o dia 28, explicou que adotou uma nova política de pessoal, a meritocracia. “Quem trabalha, desempenha metas, precisa ser remunerado de forma diferenciada daquele que não o faz”, prometeu. Os adversários políticos afirmam que foram exonerados servidores que não trabalharam para o PT nas eleições de 2010.

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