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Recuperando a história

1 MAR 10 - 04h:16
O olhar fi xa-se na edificação. É como se o passado, sem máquina do tempo, pudesse ser revisitado. O que antes era apenas uma vaga lembrança, agora é apreciada em detalhes – fachadas, desenhos, escadaria, obras de arte, entre outros. Talvez para muitos essa seja a sensação diante de um espaço restaurado, que, cada vez mais, encontra exemplares em Mato Grosso do Sul. Corumbá é o município onde se verifica o maior número de construções restauradas; na sequência, Campo Grande. Para tornar realidade a volta ao passado via arquitetura, uma série de profissionais se envolve no processo de restauração, entre historiadores, arquitetos, engenheiros, artistas plásticos, mestres de obras, pedreiro, etc. A lista é grande. Não pode ser diferente, o trabalho é minucioso e requer tempo para finalização. O arquiteto José Marcos da Fonseca é um dos principais nomes dessa área no Estado, na qual outros aparecem. Envolvido com esse tipo de projeto desde a década de 1980 – quando participou da restauração do Museu José Antônio Pereira (1984), Casa do Artesão (1990) e Morada dos Baís (1996) – há cinco anos passou a dedicar mais atenção ao segmento, sem abandonar outros tipos de projetos. “A restauração busca restabelecer a originalidade do imóvel, respeitando ao máximo o que foi feito, sempre; se possível, usando técnicas do passado ou adaptadas à atualidade, adequando o espaço à nova realidade. Esses locais, muitas vezes, terão que ser utilizados distante da proposta original”, explica. José Marcos ainda tem no currículo, entre outros, a participação no restauro do atual gabinete do prefeito em Campo Grande, localizado na Esplanada da Estação Ferroviária. Etapas A restauração tem o passo inicial na prospeção do imóvel, que abrange a parte arquitetônica e pictórica. Na primeira, o levantamento detalha o ambiente original da construção e suas possíveis alterações ao longo dos anos. Nesta etapa, são verificadas as mudanças de portas, janelas, paredes, escadas, entre outros. Há a somatória de informações para aproximar-se das constituições iniciais das construções. “No Estado, as construções mais antigas são aquelas que foram feitas no século 19 e início do século 20. Cada construção a ser restaurada tem sua própria história, o que exige pesquisa adequada: algumas foram residências, outras, lojas. Tem aquelas que foram espaços públicos. O perfil é bem particular e isso precisa ser verificado com precisão”, aponta o arquiteto. A segunda parte verifica elementos pictóricos da construção – desenhos de fachadas, pinturas, as cores das paredes. Estudam-se as camadas de tinta utilizadas ao longo dos anos. Podem ser encontrados elementos desconhecidos no início dos trabalhos. Foi o que aconteceu no gabinete do prefeito, quando vários desenhos encontrados nas paredes tiveram que ser reconstituídos. “O trabalho de prospeção é complexo, dependendo da situação, pode levar um tempo maior do que o imaginado inicialmente, podendo atingir cerca de 30 a 60 dias”.
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