Quarta, 13 de Dezembro de 2017

Recorde de estreia em salas, 'Até que a Sorte nos Separe 2' tem Jerry Lewis

27 DEZ 2013Por FOLHAPRESS13h:15

O investimento dos produtores de "Até que a Sorte Nos Separe 2" para levar o público às salas de cinema no fim do ano é evidente: o filme estreia no maior número de salas da história do cinema brasileiro e tem participação do lendário comediante americano Jerry Lewis. O lutador de UFC, Anderson Silva, também atua no longa. A comédia do diretor brasileiro Roberto Santucci entrou em cartaz hoje em 734 salas de cinema de todo o país, um recorde. O anterior pertencia a "De Pernas por Ar 2", também de Santucci, lançado em 718 salas em dezembro do ano passado. Em 2010, "Tropa de Elite 2" havia entrado em 703 salas no Brasil.
A primeira parte da franquia de "Até que a Sorte Nos Separe" também é recordista: obteve a maior bilheteria de 2012. O filme foi protagonizado pelo ator Leandro Hassum, que repete sua participação no segundo longa, e Danielle Winits. Por ter de gravar a novela global "Amor à Vida", Winits foi substituída por Camila Morgado.

O segundo filme, cuja produção custou cerca de R$ 7 milhões, se passa em Las Vegas. Na cidade, o casal se empolga mais do que pode e usa em cassinos dinheiro que herdou de um tio morto. "Não tenho a menor dúvida disso", diz Santucci, quando é questionado sobre a participação de Lewis e Silva como estratégia para atrair público e mídia para o filme. "São nomes muito fortes. O Anderson também é uma figura famosa internacionalmente. Acho um luxo."

Cachê ok

Para acertar a participação de Lewis, os produtores do filme entraram em contato com uma de suas noras, que é brasileira.  O comediante, que está com 87 anos, faz um carregador de malas, papel que já havia interpretado antes no filme "O Mensageiro Trapalhão" (1960), escrito, produzido, dirigido e protagonizado por ele. Os produtores do longa não revelam o que foi pago ao ator por sua participação. "Foi um cachê muito ok, dentro do padrão de orçamentos de filmes brasileiros", diz Fabiano Gullane, da produtora Gullane.  "Ele está com uma idade avançada, então deixamos tudo preparado para ele, que chegava de moto elétrica por causa de um problema na coluna", diz Santucci. "Ele parava onde tinha que filmar, ficava de pé, fazia a cena e sentava na mesma hora em que ela terminava. Mas quando você fala 'ação', ele não tem dor, não tem nada." O diretor conta que Lewis chegou a improvisar cenas durante as gravações.

Lewis disse por e-mail que a dificuldade dos tempos atuais para fazer comédias é a mesma dos anos 1950, quando começou a fazer sucesso. Do começo de sua carreira, diz sentir mais falta do seu parceiro, o também comediante Dean Martin. "É difícil achar um bom roteiro de comédia, é por isso que eu costumava escrever meus próprios filmes", afirma. "Para manter sua qualidade, a comédia precisa de um bom roteiro e bons comediantes. Não importa quando ou como." Lewis, que se diz orgulhoso de "tudo" da sua trajetória, inclusive as "decisões ruins", elogia o roteiro de "Até que a Sorte nos Separe 2", mas afirma que não pode dizer se o filme é bom porque ainda não assistiu à versão final. "Precisam me enviar um DVD... Aí respondo a essa pergunta", diz.

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