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Campo Grande - MS, segunda, 17 de dezembro de 2018

Clube dos 13

Record ataca Globo e admite negociar direitos com os clubes

2 MAR 2011Por uol17h:31

A Record resolveu rebater nesta quarta-feira as acusações realizadas pela Globo. Por meio de um comunicado oficial, a emissora paulista classificou os rivais de “eternos favorecidos” e endossou o formato de negociação proposto pelo Clube dos 13 para os direitos de transmissão do triênio 2012-2014 do Campeonato Brasileiro.

“A proposta do Clube dos 13 rompe com as obscuras negociações que favoreciam o monopólio e descaracterizavam a concorrência, impondo aos clubes valores e limitações exigidas pelos eternos favorecidos”, destacou a Record, em referência ao longo período que a Globo é parceira do C13 na transmissão do Campeonato Brasileiro.

“O modelo anterior impôs aos clubes brasileiros o endividamento e a perda sucessiva de seus maiores talentos para outros países. Alguns clubes brasileiros passam meses sem parceiros patrocinadores porque camisas, luvas, bonés e até placas publicitárias são evitadas ou encobertas nas transmissões esportivas. Ainda existem alguns clubes brasileiros que simplesmente são ignorados durante a temporada e passam semanas sem que seus jogos sejam transmitidos”, criticou.

Apesar de todas as críticas, a emissora paulista admitiu que poderá adotar a mesma estratégia da Globo e passar a negociar diretamente com os clubes, abrindo mão assim do processo de licitação do C13. Para isso, no entanto, a Record exige “transparência e regras claras”.

“(...) se os clubes desejarem uma negociação em separado, optando por outro modelo, a Record também pretende apresentar proposta, desde que as negociações sejam feitas seguindo padrões de transparência e regras claras. Ou seja, com a garantia de que a melhor proposta para a televisão aberta terá preferência”, completou a Record.

O capítulo escrito pela emissora paulista é só mais um no racha político crescente do futebol. Na semana passada, o Clube dos 13 lançou seu edital de licitação para a TV aberta com valor mínimo de R$ 500 milhões, sob os anúncios de que os quatro grandes cariocas, o Corinthians e o Coritiba tinham interesse de negociar seus direitos separadamente.

Nos dias subsequentes, Cruzeiro, Grêmio, Palmeiras e Santos foram pelo mesmo caminho e se afastaram do modelo proposto pelo C13, que chegou a recorrer ao Cade para tentar manter sua licitação de pé. O órgão ameaçou Globo e clubes de processo caso a negociação não aconteça de forma transparente, mas disse que só se pronunciará definitivamente quando algum contrato estiver assinado.

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