segunda, 16 de julho de 2018

REFLEXO DA OPERAÇÃO URAGANO

Recesso é suspenso para julgar vereadores

13 DEZ 2010Por Fábio Dorta, Dourados02h:40

Com oito comissões processantes em andamento, a Câmara Municipal de Dourados poderá suspender o recesso parlamentar marcado para ter início no próximo dia 19. A decisão será tomada hoje pela Mesa Diretora e foi motivada pela abertura dos processos internos para cassar os mandatos dos vereadores presos na Operação Uragano da Polícia Federal. Afastados por determinação do Tribunal de Justiça, os parlamentares podem ser cassados por seus suplentes, que atualmente ocupam as cadeiras antes deles.

De acordo com o presidente da Câmara, Dirceu Longhi (PT), a maior probabilidade é de que o Legislativo entre em recesso, com exceção das comissões instaladas na última quinta-feira (9). O regimento interno define que uma vez abertas, essas CPs não podem ter os trabalhos interrompidos.

Conforme Longhi, durante o recesso que irá até o final de janeiro, não serão realizadas sessões e, além das comissões processantes apenas a assessoria jurídica e a secretaria deverão funcionar. "Vamos organizar de forma com que as comissões processantes tenham todo o suporte para trabalhar", afirmou.

Foram abertas comissões processantes contra os vereadores Humberto Teixeira Júnior (PDT), Aurélio Bonatto (PDT), Paulo Henrique Bambu (DEM), Marcelo Barros (DEM), Cláudio Marcelo Hall, o Marcelão (PR), José Carlos Cimatti (PSB), Júlio Artuzi (PRB) e Zezinho da Farmácia (PSDB).

A sessão ordinária de hoje seria a última do ano, mas Longhi não descarta a possibilidade de convocar novas sessões extraordinárias durante a semana para limpar a pauta de votação. Ele esclarece que, neste caso, os vereadores não receberão salário extra para trabalhar.

O processo de cassaçãocontra os vereadores presos pela Polícia Federal foi apresentado pelo Diretório Municipal do PPS e pelo Comitê Regional de Defesa Popular, formado por mais de 30 entidades da sociedade civil, principalmente sindicatos de trabalhadores.

Esses vereadores foram indiciados pela Polícia Federal e denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPE) por envolvimento em um esquema de desvio de recursos públicos e fraude em licitações, que incluía pagamento de propina e superfaturamento e envolvia secretários municipais e empresários da cidade.

Na Operação Uragano, também foi preso o então prefeito de Dourados, Ari Artuzi (sem partido, expulso do PDT), que renunciou no início deste mês. Também abrirão mão do mandato o ex-vice-prefeito Carlinhos Cantor (PR) e o ex-presidente da Câmara, Sidlei Alves (sem partido, expulso do DEM). Atualmente, comanda interinamente a administração de Dourados a vereadora Délia Razuk (PMDB).

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