Sábado, 24 de Fevereiro de 2018

CAMPO GRANDE

Recém-inaugurada, Rua Ceará tem falhas nas regras de acessibilidade

23 DEZ 2010Por NADYENKA CASTRO00h:00

Calçadas com necessidade de reparos, mais proteção na passarela e pelo menos um redutor de velocidade é o que falta para adaptar a obra da Rua Ceará às regras de acessibilidade. O Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea/MS) esteve no local, a pedido do Correio do Estado, e apontou as falhas e as sugestões para adequar a via de grande circulação de veículos e de pedestres, principalmente durante o ano letivo. A avenida foi inaugurada no dia 4 deste mês.

Para o engenheiro civil José Carlos Ribas, assessor-técnico do Crea, é preciso adaptações nas calçadas desde a frente da Uniderp/Ahanguera até o viaduto sobre a Avenida Ricardo Brandão. Em nenhuma há o Piso Direcional de Alerta — o conhecido piso tátil. Na calçada onde há um ponto de ônibus em frente à instituição de ensino, a metragem está inferior à obrigatória. “Ali, aquela cerca vai jogar o pedestre para fora, por exemplo. Imagina o cadeirante”, disse José Carlos.

Não há passagem de nível ou rampa entre uma calçada e outra. Com isso, cadeirantes, mães com carrinhos de bebê, pessoas que utilizam muletas, entre outras, não conseguem chegar ao outro lado da rua.

A calçada no trecho entre a universidade e o viaduto está com a metragem correta, concreto desempenado, mas, em dois pontos há postes que atrapalham a circulação e falta o piso tátil. Também não há desnível na travessia para a passarela. Há apenas no da passarela para o outro lado.

Viaduto
Para dar mais segurança a pedestres e veículos, o engenheiro civil sugere a instalação de proteção entre o asfalto e a calçada e a colocação de mais guard-rail. “Aqui poderia complementar com guard- rail e como sugestão, a instalação de proteção próxima à rua, nos dois lados do viaduto”. A calçada é considerada estreita e de risco para quem a utiliza.
No caso do local de circulação de pedestre de acesso à Avenida Ricardo Brandão, a metragem está correta, falta o piso tátil e é íngrime devido a condição do próprio terreno.

Faixa de pedestre
Nas alças da Rua Ceará para a Avenida Ricardo Brandão há faixas de pedestre. Mas para o engenheiro, é preciso mais locais de travessia. Para isso, ele sugere redutor de velocidade em frente a outro bloco de salas de aula da Uniderp/Ahanguera, mais próximo ao viaduto.
A arquiteta Milena Adri, presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil em Mato Grosso do Sul e assessora da presidência do Crea/MS, explica que o redutor de velocidade instalado em frente à instituição de ensino é o ideal porque prioriza o pedestre. Fica no mesmo nível da calçada e obriga o motorista a diminuir a velocidade do veículo. “É uma iniciativa bastante bacana. A melhor solução para o pedestre”.

Metragem
A arquiteta explica que as normas de acessibilidade exigem pelo menos 1,20 metro de passagem livre na calçada, sendo que o ideal é 1,50 metro. No cálculo da metragem é levado em consideração os 80 centímetros que uma cadeira de rodas ocupa e ainda a circulação de pedestres.

Prefeitura
Por meio da assessoria de imprensa, a Prefeitura de Campo Grande informou que já comunicou o Crea que a obra foi entregue de forma parcial, para que fosse liberado para o trânsito de veículos. Contudo, a administração municipal vai, ainda, realizar obras de acessibilidade, mobilidade urbana e sinalização viária. (colaborou Anahi Zurutuza)

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