Sábado, 17 de Fevereiro de 2018

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Reajuste na mensalidade será de 10,9%, em 2011, quase o dobro da inflação

12 DEZ 2010Por Carlos Henrique Braga00h:00

As mensalidades cobradas por escolas privadas de Campo Grande vão sofrer reajuste médio de 10,9% em 2011, quase o dobro da inflação oficial de 5,63% registrada nos últimos 12 meses pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do IBGE. Os reajustes variam entre 8% e 24,1%. O 3º ano do Ensino Médio custa de R$ 343 a R$ 1.002, diferença de 192,12% entre as instituições. Na educação básica, os preços para o 9º ano variam em 169%, de R$ 263 a R$ 710.

O Correio do Estado pesquisou valores em cinco escolas (Mace, Dom Bosco, Alexander Fleming, Atenas e Paulo Freire), nos dias 8 e 9 de dezembro, por telefone, e os comparou com os divulgados no começo deste ano pela Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-MS).

A maior alta (24,1%) é do 3º ano do ensino médio do Instituto Paulo Freire. A mensalidade foi de R$ 652,64 para R$ 810. A diretora pedagógica, Adelina Maria Avesani Spengler, creditou a elevação ao aumento na carga horária e outros benefícios aos alunos. Ela ressaltou que a instituição detalha aos pais todos os itens que pesaram no reajuste para 2011.

O Colégio Alexander Fleming teve a segunda maior expansão para a mesma série (16,5%), de R$ 860 para R$ 1.002. Dom Bosco e Atenas empataram no índice do reajuste (9,9%) para o 3º ano, mas a diferença entre os valores é grande: o primeiro vai cobrar R$ 731, o outro, R$ 377. O menor aumento é da Mace (8,2%), cuja mensalidade cresceu de R$ 641,30 para R$ 694,50.

As escolas podem decidir livremente sobre as mensalidades, de acordo com a  presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino de Mato Grosso do Sul (Sinepe), Maria da Glória Paim Barcellos. A única obrigação para todas, nesse caso, é informar antecipadamente o reajuste anual em cartaz com a planilha de custos, onde pais e alunos possam ver.

As empresas têm gastos diferentes, conforme suas linhas pedagógicas, e podem repassar mudanças de livros, alterações no quadro de funcionários, etc. “O pai deve avaliar o que é melhor para o seu filho, e o que ele pode pagar. Há um leque de opções enorme, de todos os preços e propostas pedagógicas em Campo Grande”, explica Maria da Glória.

Bom senso
A presidente do sindicato evita comentar aumentos acima da inflação, mas afirma que os diretores devem levar em conta a situação econômica das famílias. Como o aumento é anual, os índices devem prever custos maiores ao longo do período letivo, uma tarefa difícil para os administradores.

Na rede privada do Estado estão 11,6% dos estudantes (80,2 mil), a maior parte (45,6%) está matriculada no ensino fundamental, que compreende do 1º ao 9º ano; nas séries infantis encontram-se 21,3%; no ensino médio, 15,1%; e na Educação de Jovens e Adultos (EJA), substituta do Supletivo, 5,5%, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). Outros 606,8 mil estudam em colégios públicos. 

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