Segunda, 18 de Dezembro de 2017

IMPASSE

Reaberto há um ano na Capital, Lixão não tem data para ser desativado

31 JAN 2014Por DA REDAÇÃO00h:00

Há um ano reaberto, apesar de ter suas atividades encerradas em dezembro de 2012, o Lixão de Campo Grande não tem data para ser definitivamente desativado, segundo reportagem na edição do jornal Correio do Estado. O local de deposição de todo lixo produzido na Capital está aberto com base em liminar da Justiça, que garante o trabalho dos mais de 300 catadores que atuam ali até que a Usina de Triagem de Resíduos (UTR) seja finalizada, o que também não tem data.

O impasse do lixo em Campo Grande se arrasta há anos. Em 2007, a prefeitura começou a construir a célula do aterro sanitário que passaria a receber apenas lixo orgânico e nenhum tipo de material reciclável. Isso, conforme as normas ambientais vigentes. Mas para que sua vida útil fosse a mais longa possível, a UTR teria de estar em pleno funcionamento, o que evita que plásticos, papéis e metais fossem depositados junto ao lixo inservível.

Segundo a reportagem de Lucia Morel, A promessa era de que o total funcionamento da usina permitisse empregar a mão de obra dos catadores de materiais recicláveis. Sem a UTR, quem dependia da atividade do Lixão ficaria “desempregado”. Assim, a Defensoria Pública entrou com uma Ação Civil Pública que questiona o fim das atividades do Lixão, sem que ao mesmo tempo fosse oportunizado a sobrevivência dos trabalhadores de lá. A Justiça entendeu que o pedido era válido e, desde então, o local foi reaberto.

   

Catadora há mais de 15 anos, Josina Batista (foto), 58, diz que “melhorou muito” o trabalho dela. “Antes tinha muito roubo de material, a gente tinha que vir à noite pra trabalhar também. Agora não, tem horário e mais controle”.  

O Lixão recebe os catadores a partir das 5 horas até as 18 horas, todos os dias. O trabalho noturno foi proibido. 
 

Leia Também