terça, 17 de julho de 2018

Rally Dakar começa hoje em Buenos Aires

1 JAN 2010Por 13h:15
     Da redação
        A aventura começa nesta sexta-feira. A 31ª edição do Rally Dakar, e segunda na América do Sul, terá largada em Buenos Aires, na Argentina. Ao todo, os 378 veículos participantes irão percorrer 9.030 quilômetros, passando também pelo Chile, até o dia 17 de janeiro. No primeiro dia, porém, haverá apenas deslocamento de 317 quilômetros até a cidade de Colón - sem tempos cronometrados.
         Uma das grandes novidades desta edição é a presença de brasileiros nas principais equipes do Rally Dakar. Ao todo, são 25 representados do Brasil, um recorde. E Guilherme Spinelli, em sua segunda participação, vai competir pela equipe francesa JMB, ganhadora de 12 edições da corrida, enquanto Maurício Neves estreará pela equipe de fábrica da Volkswagen, vencedora entre os carros em 2009.
         Cada um tem uma história diferente para contar. O "namoro" entre Guilherme Spinelli e seu atual time começou há alguns anos, quando o piloto foi buscar suporte técnico na sede japonesa da Mitsubishi para competir no Brasil. Uma coisa levou a outra e o brasileiro começou a fazer contato com os franceses especializados no Rally Dakar, então equipe de fábrica da montadora (que se retirou dos ralis no ano passado). No segundo semestre, o piloto participou de eventos do Mundial de Rali. Seu desempenho agradou, garantindo a vaga para um dos carros da JMB Stradale no rali mais tradicional do mundo.
         "Isso foi o fruto de anos de trabalho no cross country", ressalta Guilherme Spinelli. Para o Rally Dakar, o piloto passou por uma fase de treinamentos e adaptação no Marrocos. O objetivo era preparar melhor carros e pilotos para o desafio das regiões desérticas.
         Maurício Neves, por sua vez, venceu forte concorrência pela vaga no Rally Dakar. "A Volks brasileira queria colocar um piloto do País no Dakar e, pela minha experiência em várias provas, como o Rali dos Sertões, fui selecionado", contou ele. Mas o processo foi demorado - dependeu de longas negociações entre a matriz alemã e a filial brasileira. Quando tudo foi acertado, a equipe já estava com a preparação para a prova em andamento. "Perdi algumas etapas do processo, mas acho que participei das mais importantes."
         Guilherme Spinelli e Maurício Neves são comedidos quanto às possibilidades de vitória. Mas sabem que, pela estrutura que possuem, terão de mostrar alto nível de desempenho se quiserem seguir em seus respectivos times em 2011.
         Também com objetivo de fazer uma boa participação está a equipe brasileira Petrobrás-Lubrax, que terá Jean Azevedo e Rodolpho Mattheis nas motos, João Franciosi e Lourival Roldan nos carros e André Azevedo e Maykel Justo nos caminhões. Klever Kolberg vai encarar um novo desafio, que é o de pilotar um carro movido a etanol, pela Valtra Dakar Eco Team.
         Para Guilherme Spinelli, os principais desafios do rali ocorrerão do lado chileno do percurso, mais especificamente nos dois dias de travessia do deserto do Atacama. "Serão dias longos", revela. "Eu, especificamente, suo muito. Mas, ainda bem, a equipe instalou um bom ar condicionado dentro do veículo. Quando do lado de fora faz 40 graus Celsius, dentro do carro - sem o ar condicionado - pareceriam que fossem 60 graus."
         FAVORITOS
        Com a saída da Mitsubishi no ano passado, Volkswagen, BMW e Hummer deverão disputar a vitória entre os carros do Rally Dakar. O piloto mais cotado para o título é o atual campeão, o sul-africano Ginel De Villiers (Volkswagen). Os grandes rivais são o francês Stéphane Peterhansel (BMW) e o espanhol Carlos Sainz (Volkswagen).
         Ginel De Villiers foi o único entre os concorrentes a terminar a prova do ano passado, em sua primeira edição na América do Sul. Peterhansel teve problemas mecânicos, enquanto Sainz abandonou após ao cair em um enorme buraco no trajeto da competição.
         Nas motos, o espanhol Marc Coma vai tentar o bicampeonato adotando a tática de estabelecer um ritmo próprio durante a corrida. "O primeiro rival sempre foi a própria competição. Superar os quase 10 mil quilômetros já é um obstáculo de fôlego", ressalta. Segundo ele, seu maior rival será o companheiro da KTM, o francês Cyril Despres, campeão em 2007.
         DESAFIOS
        Em sua segunda edição na América do Sul, o rali tem alguns desafios. O primeiro deles é acalmar a ira dos ambientalistas. Os chilenos estão protestando contra a realização do Rally Dakar no Deserto do Atacama, no norte do país. Segundo os integrantes da ONG Ação Ecológica, na prova realizada no ano passado, os pilotos participantes destruíram seis áreas arqueológicas.
         Outro problema é conseguir maior eficiência das equipes de resgate. No ano passado, o francês Pascual Terry foi encontrado morto vários dias depois de ser vítima de um edema pulmonar originado por uma disfunção cardíaca. 31/12/2009 15:25 - CN/ES/RALLY DAKAR/APRESENTA
        
         Rally Dakar dá largada nesta sexta-feira em Buenos Aires
        
         Por Ariel Palacios e Valéria Zukeran
        
        Buenos Aires, 31 (AE) - A aventura começa nesta sexta-feira A 31ª edição do Rally Dakar, e segunda na América do Sul, terá largada em Buenos Aires, na Argentina. Ao todo, os 378 veículos participantes irão percorrer 9.030 quilômetros, passando também pelo Chile, até o dia 17 de janeiro. No primeiro dia, porém, haverá apenas deslocamento de 317 quilômetros até a cidade de Colón - sem tempos cronometrados.
        
         Uma das grandes novidades desta edição é a presença de brasileiros nas principais equipes do Rally Dakar. Ao todo, são 25 representados do Brasil, um recorde. E Guilherme Spinelli, em sua segunda participação, vai competir pela equipe francesa JMB, ganhadora de 12 edições da corrida, enquanto Maurício Neves estreará pela equipe de fábrica da Volkswagen, vencedora entre os carros em 2009.
        
         Cada um tem uma história diferente para contar. O "namoro" entre Guilherme Spinelli e seu atual time começou há alguns anos, quando o piloto foi buscar suporte técnico na sede japonesa da Mitsubishi para competir no Brasil. Uma coisa levou a outra e o brasileiro começou a fazer contato com os franceses especializados no Rally Dakar, então equipe de fábrica da montadora (que se retirou dos ralis no ano passado). No segundo semestre, o piloto participou de eventos do Mundial de Rali. Seu desempenho agradou, garantindo a vaga para um dos carros da JMB Stradale no rali mais tradicional do mundo.
        
         "Isso foi o fruto de anos de trabalho no cross country", ressalta Guilherme Spinelli. Para o Rally Dakar, o piloto passou por uma fase de treinamentos e adaptação no Marrocos. O objetivo era preparar melhor carros e pilotos para o desafio das regiões desérticas.
        
         Maurício Neves, por sua vez, venceu forte concorrência pela vaga no Rally Dakar. "A Volks brasileira queria colocar um piloto do País no Dakar e, pela minha experiência em várias provas, como o Rali dos Sertões, fui selecionado", contou ele. Mas o processo foi demorado - dependeu de longas negociações entre a matriz alemã e a filial brasileira. Quando tudo foi acertado, a equipe já estava com a preparação para a prova em andamento. "Perdi algumas etapas do processo, mas acho que participei das mais importantes."
        
         Guilherme Spinelli e Maurício Neves são comedidos quanto às possibilidades de vitória. Mas sabem que, pela estrutura que possuem, terão de mostrar alto nível de desempenho se quiserem seguir em seus respectivos times em 2011.
        
         Também com objetivo de fazer uma boa participação está a equipe brasileira Petrobrás-Lubrax, que terá Jean Azevedo e Rodolpho Mattheis nas motos, João Franciosi e Lourival Roldan nos carros e André Azevedo e Maykel Justo nos caminhões. Klever Kolberg vai encarar um novo desafio, que é o de pilotar um carro movido a etanol, pela Valtra Dakar Eco Team.
        
         Para Guilherme Spinelli, os principais desafios do rali ocorrerão do lado chileno do percurso, mais especificamente nos dois dias de travessia do deserto do Atacama. "Serão dias longos", revela. "Eu, especificamente, suo muito. Mas, ainda bem, a equipe instalou um bom ar condicionado dentro do veículo. Quando do lado de fora faz 40 graus Celsius, dentro do carro - sem o ar condicionado - pareceriam que fossem 60 graus."
        
         FAVORITOS - Com a saída da Mitsubishi no ano passado, Volkswagen, BMW e Hummer deverão disputar a vitória entre os carros do Rally Dakar. O piloto mais cotado para o título é o atual campeão, o sul-africano Ginel De Villiers (Volkswagen). Os grandes rivais são o francês Stéphane Peterhansel (BMW) e o espanhol Carlos Sainz (Volkswagen).
        
         Ginel De Villiers foi o único entre os concorrentes a terminar a prova do ano passado, em sua primeira edição na América do Sul. Peterhansel teve problemas mecânicos, enquanto Sainz abandonou após ao cair em um enorme buraco no trajeto da competição.
        
         Nas motos, o espanhol Marc Coma vai tentar o bicampeonato adotando a tática de estabelecer um ritmo próprio durante a corrida. "O primeiro rival sempre foi a própria competição. Superar os quase 10 mil quilômetros já é um obstáculo de fôlego", ressalta. Segundo ele, seu maior rival será o companheiro da KTM, o francês Cyril Despres, campeão em 2007.
        
         DESAFIOS - Em sua segunda edição na América do Sul, o rali tem alguns desafios. O primeiro deles é acalmar a ira dos ambientalistas. Os chilenos estão protestando contra a realização do Rally Dakar no Deserto do Atacama, no norte do país. Segundo os integrantes da ONG Ação Ecológica, na prova realizada no ano passado, os pilotos participantes destruíram seis áreas arqueológicas.
        
         Outro problema é conseguir maior eficiência das equipes de resgate. No ano passado, o francês Pascual Terry foi encontrado morto vários dias depois de ser vítima de um edema pulmonar originado por uma disfunção cardíaca.(informações do Estadão)
        

        
        

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