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Campo Grande - MS, domingo, 16 de dezembro de 2018

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Radiação no Japão é localizada e não representa ameaça

18 MAR 2011Por REUTERS10h:06

A Organização Mundial de Saúde considera que a propagação radiativa da usina nuclear japonesa de Fukushima continua limitada e parece não apresentar riscos imediatos para a saúde, disse nesta sexta-feira o representante da entidade na China.

"Neste momento, ainda não há provas de que houve propagação significativa de radiação para além da zona imediata dos reatores", afirmou Michael O'Leary a um grupo de repórteres.

"Ao mesmo tempo, sabemos que a situação está evoluindo e nós precisamos acompanhar de perto para ver o que acontece. As coisas podem mudar, obviamente, e mudaram ao longo desta última semana."

A OMS, disse ele, "coordena uma rede de peritos em questões de saúde nuclear, à qual recorre" para se assessorar, além de manter contatos com o governo do Japão, a Agência Internacional de Energia Atômica e outras entidades.

O Japão luta há quase uma semana contra o superaquecimento da usina nuclear de Fukushima-Daiichi, danificada no terremoto e subsequente tsunami da sexta-feira passada no Japão.

Especialistas e autoridades temem que um grande vazamento de substâncias radiativas da usina possa representar um sério risco à saúde, e a China e países vizinhos aumentaram a monitoração dos níveis de radiação.

O'Leary sugeriu que o impacto dessa eventualidade sobre a China seria pequeno, mas disse que outros fatores importam também.

"Os reatores, naturalmente, estão muito longe da China. O risco de propagação depende de vários fatores. Um deles é obviamente a quantidade de material radiativo, ou radioisótopos, que são liberados a partir do próprio reator. Além disso há as condições meteorológicas e o vento."

"Como com qualquer coisa que se espalha e que possa se espalhar, quanto mais longe você for, mais disperso fica", acrescentou.

Em pânico, muitos chineses estão comprando sal iodado, acreditando na equivocada ideia de que o iodo contido evitaria a absorção pelo organismo do iodo radiativo liberado numa eventual explosão da usina.

O'Leary disse que o iodo não deve ser consumido de forma indiscriminada ou como um substituto dos suplementos administrados antes ou logo após a exposição à radiação, como forma de reduzir o risco de câncer em longo prazo.

"A quantidade de iodo no sal é muito pequena. Não seria possível consumir sal suficiente para receber uma dose de proteção. No final, não é muita gente que precisará de suplementos de iodo." 

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