ENERGIA

Racionamento não será cogitado antes de abril, diz diretor do ONS

Racionamento não será cogitado antes de abril, diz diretor do ONS
13/03/2014 05:00 - FOLHAPRESS


O diretor-geral do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), Hermes Chipp, disse hoje que antes de terminar o período chuvoso, no fim de abril, não há possibilidade de se aplicar nenhuma medida de racionamento.

"Antes de abril não se toma nenhuma medida, porque a antecipação pode gerar um custo de arrependimento muito grande", disse. "Você incomoda o consumidor desnecessariamente com a redução de consumo, que também representa perda adicional para a distribuidora. A receita diminui."

A declaração do diretor veio pouco depois do Ministério de Minas e Energia divulgar uma nota em que considera o risco de desabastecimento no país como "baixo".

Em 13 de fevereiro, última vez que a pasta publicou nota sobre o assunto após reunião do CMSE (Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico), esse risco havia sido considerado como "baixíssimo".

"Preocupante"

Segundo Chipp, a situação atual é "preocupante, mas não chega a ser crítica". Ainda é possível chegar ao mês de abril dentro das perspectivas do governo, de atingir volume médio de 43% de abastecimento nos reservatórios.

Assim, sem precisar que chova acima da média no período seco, os reservatórios conseguiriam atingir o mês de novembro abastecidos de 30% a 40%, percentual considerado suficiente para atender os consumidores.

"Se pode chegar a um valor menor [que 43%] em abril, desde que se tenha uma hidrologia mais favorável de maio a novembro. Quanto mais baixo chegarem os reservatórios em abril, mais eu preciso de chuva no período seco."

Chipp explicou ainda que se for "complicado" atingir as metas de hidrologia, o CMSE (Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico) "tomará medidas", mas não disse quais seriam.

"Atravessamos desde o final de dezembro uma das piores hidrologias da história. É o terceiro pior bimestre, mas o prognóstico é melhor agora que no período anterior", disse.
 

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".