sexta, 20 de julho de 2018

Nutrição

Ração humana não passaria de granola mais vitaminada

3 MAR 2011Por G103h:05

A doutora em nutrição Marle Alvarenga tirou as principais dúvidas que chegaram pela internet sobre tabela nutricional e dieta balanceada. Ela explicou que não há nenhum alimento que concentre tudo o que o ser humano precisa, por isso é preciso fazer combinações diárias a cada refeição.

Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os rótulos podem ter uma variação de 20% nos valores, para mais ou menos, disse a nutricionista. Não há uma fiscalização, mas acredita-se que as empresas idôneas informem os dados corretamente.

Para uma mulher grávida, de acordo com Marle, são recomendadas 300 calorias a mais por dia a partir do terceiro mês, ou seja, 2.300. Mas não se deve comer por dois, como acredita o dito popular. Até o terceiro mês, a gestante deve se preocupar mais com o equilíbrio e a composição da dieta – ingerindo muito ferro, vitaminas e minerais –, pois é nesse período que os órgãos e tecidos do bebê se formam.

A nutricionista destacou, ainda, que não há uma hora exata para começar a comer e um horário para parar. O ideal é consumir algo quando a pessoa acorda e fazer a última refeição duas horas antes de dormir. O intervalo entre elas também não deve ultrapassar 3 ou 4 horas durante o dia.

Marle também afirmou que a legislação não obriga as empresas a informar a quantidade de todas as vitaminas e minerais dos produtos. Alguns itens informam esses valores porque optam por ressaltar que são enriquecidos com cálcio, ferro ou ômega 3, por exemplo.

Na opinião da especialista, os refrigerantes light e zero são um “nada nutricional”, porque não têm calorias, mas também não apresentam vitaminas, minerais e proteínas, ou seja, nada de importante. Além disso, essas bebidas são muito ricas em sódio, conservantes e outros produtos químicos que podem fazer mal à saúde. Não existe um consenso sobre a ingestão máxima, mas até um copo ou uma lata por dia é aceitável.

No caso dos vegetarianos, a falta nutricional não é de proteínas, segundo Marle. Esses indivíduos têm mais deficiência de ferro e correm risco de ficar anêmicos. Por isso, a indicação é comer bastante feijão.

Quem gosta muito de pão deve ficar atento para as porções máximas de carboidratos por dia, que não devem ultrapassar seis. E a preferência deve ser pelos alimentos integrais, que têm mais fibra (porque não foram descascados até o fim) e melhoram o funcionamento do intestino.

Por fim, a nutricionista disse que a ração humana é apenas uma "granola mais vitaminada" e não concentra todos os nutrientes que um ser humano precisa. Para Marle, esse produto não substitui uma dieta equilibrada nem os diferentes grupos de alimentos que um adulto deve consumir.

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