sexta, 20 de julho de 2018

CONSTRUÇÃO

Quintuplica número de fornecedores

17 OUT 2010Por Carlos Henrique Braga03h:15

A quantidade de empresas fornecedoras de máquinas e equipamentos para construção civil quintuplicou nos últimos cinco anos em Campo Grande. Em 2005, duas dominavam o setor de locação, e hoje são pelo menos 11. A oferta maior ainda não atende satisfatoriamente à demanda, por isso podem faltar equipamentos. Uma das maiores empresas, especializada em andaimes, está com 99% do estoque alugado e não para de receber pedidos.  
Investimentos públicos e privados dinamizaram a construção no Estado e fizeram disparar a demanda por equipamentos, desde os básicos, como andaimes, aos mais específicos. A Plaenge, líder em obras na cidade, tem dez edifícios em construção neste momento, o maior número da história da empresa na cidade, e todos usam equipamentos alugados em alguma fase da obra. Segundo o gerente de engenharia da construtora, Marcelo Kenchikoski, mesmo com o crescimento da oferta, está mais difícil conseguir equipamentos por conta das construtoras que se multiplicaram. Para suprir a necessidade do setor, ele estima abertura de mais empresas. “Hoje você tem que fazer o pedido com dois meses de antecedência, se não fica sem”, conta.
O empresário Roberto Acosta é especializado em andaimes há 16 anos. Durante uma década dividiu seus clientes com apenas mais uma empresa. Mas desde 2005, quando começaram as construções de usinas sucroalcooleiras, ele ganhou quase uma dúzia de concorrentes.
De lá para cá, o programa do governo federal “Minha Casa, Minha Vida” e obras de grande calibre impulsionaram os negócios em todo o Estado. O pátio da SC Andaimes tem 15 mil quadros, e 99% estão alugados. Seus 400 clientes ativos estão divididos entre grandes construtoras e pessoas que reformam casas ou constroem para vender.
Ele e o sócio acreditam que o mercado continuará aquecido até 2015, depois da Copa do Mundo no Brasil, e vão investir com mais vontade até lá. “Compramos um caminhão de andaimes, mas a fornecedora de Belo Horizonte pediu 60 dias para entregar porque não tem no estoque, em todo o Brasil está assim”, diz Acosta.
O ótimo momento do setor fez Marcia Albuquerque sair da empresa de locação em que trabalhava para abrir seu própio negócio. Em março, abriu a Compacta, onde aluga andaimes, betoneiras para cimento, bombas e uma série de equipamentos. Em dez anos atrás do balcão, nunca viu procura tão grande. “É muito vantajoso para as empresas, não tem porque não alugar”, anuncia.

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