quinta, 19 de julho de 2018

Queimadas já cresceram 58% e atingem reservas florestais

31 JUL 2010Por 06h:00
     

As queimadas já cresceram 58% em todo o País em relação ao ano passado, com o registro de 16.887 focos pelo satélite de referência do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). E o fato mais grave é que o número de áreas de conservação atingidas pelos focos de incêndio mais do que dobrou nos últimos dias. Somente nesta quinta-feira, 78 reservas florestais foram atingidas pelo fogo.

Entre as reservas queimadas estão a Serra do Lajeado, em Tocantins, a Chapada das Mesas, no Maranhão, a Chapada dos Veadeiros, em Goiás, Nascentes da Serra do Cachimbo, no Pará. Das matas deterioradas pelo fogo apenas na quinta-feira, 41 são federais, 22 em reservas da Funai, 13 são estaduais e 2 pertencentes a outras entidades.

O Mato Grosso, que libera no ano em número de queimadas, com 4.013 focos, colocou em risco 13 áreas de preservação. Os focos de incêndio atingiram ainda 21 áreas matas no Pará, 10 em Rondônia, 10 no Amazonas, 9 em Tocantins, 8 no Maranhão e 4 em São Paulo. Acre, Distrito Federal, Goiás, Minas e Mato Grosso do Sul tiveram uma área de preservação, cada um, incendiadas.

Das unidades da federação, 16 aumentaram o número de queimadas e apenas 11 reduziram. Depois do Mato Grosso, Tocantins (com 2.385 focos) Bahia (1.432), Minas (1.142), Maranhão (1.127), Pará (1.032) e Goiás (1.006) lideram a vanguarda do atraso este ano.

De acordo com Alberto Setzer, especialista do Inpe, as reservas florestais queimam praticamente todos os anos, o que dificulta a sua recuperação. Em alguns Estados a determinações legais ou acordos para a redução do número de queimadas. No Mato Grosso do Sul, por exemplo, medidas surtiram efeito e o Estado reduziu em 40% os focos. Já em São Paulo, onde há um acordo com canavieiros, foi detectado um aumento de 7%.

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