Segunda, 19 de Fevereiro de 2018

Queijo artesanal de Minas vira patrimônio cultural

15 MAI 2008Por 21h:20
     

        O Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) aprovou hoje, por aclamação, o registro do modo artesanal de fazer queijo-de-minas como patrimônio imaterial brasileiro. Em seguida, foi votado o tombamento da Casa de Chico Mendes, em Xapuri, no Acre, onde o líder sindical e ambientalista foi assassinado há 20 anos.

        A reunião do Conselho ocorreu no Museu de Artes e Ofícios, em Belo Horizonte, administrado pela conselheira do Iphan, Angela Gutierrez. A anfitriã foi também a relatora do processo de registro desse que se tornou o 13º bem imaterial do Brasil, junto ao ofício das baianas do acarajé e o modo de fazer viola-de-cocho.

        "O queijo, este produto de origem milenar que os exploradores do ouro trouxeram para Minas, é hoje uma das maiores expressões da chamada mineiridade", argumenta Gutierrez em seu parecer. "Seja como alimento ou como manifestação cultural, está presente no cotidiano e no imaginário de todos os mineiros. Esse saber, do modo de produção queijeira, passado de pai para filho, de geração a geração, este conhecimento garantiu ao longo dos séculos a sustentabilidade das famílias, assim como representa também ajuda imprescindível à economia familiar".

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