sexta, 20 de julho de 2018

análise

Queda de preços externos e desaceleração da economia impedem repasse do dólar mais alto para inflaç

25 JUN 2012Por agência brasil05h:00

Apesar da alta de mais de 20% na cotação da moeda norte-americana nos últimos quatro meses, o câmbio mais alto até agora não influenciou a inflação. A prévia da inflação oficial continua em queda, e as estimativas das instituições financeiras cada vez mais se aproximam do centro da meta de 4,5% para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Segundo economistas, a disparada do dólar não teve impacto sobre os preços por dois motivos. Primeiramente, a queda do preço internacional das commodities (alimentos e minérios com cotação internacional) compensou a depreciação cambial. Além disso, a desaceleração da economia inibe os empresários de repassar os custos da alta da moeda norte-americana.

“Boa parte dos efeitos da depreciação cambial foi compensada pela queda dos preços externos”, diz o economista Thiago Curado, da Tendências Consultoria. De acordo com ele, a redução dos preços das commodities abriu espaço para o governo desvalorizar o real além dos movimentos de mercado provocados pelas turbulências globais. “A depreciação da moeda no Brasil foi uma das mais intensas no mundo. Isso indica que também houve um movimento político de desvalorizar a moeda para proteger a indústria nacional”, acrescenta.

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