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Quantos anos você quer viver?

26 FEV 10 - 00h:26
O mês de fevereiro está sendo especial na vida de duas mulheres em Campo Grande – e de suas famílias também. Tanto Felicidade Silveira Barros quanto Fumi Hiraoka comemoraram mais um ano de vida neste mês e chegaram, respectivamente, aos 103 e 100 anos, devidamente festejados. Embora a vida média do brasileiro venha aumentando ao longo das últimas décadas – elas são exemplo disso – apenas um número pequeno de pessoas terá o privilégio de viver até essa idade conservando razoável saúde física e mental. E não são poucas as pessoas que, pelo menos uma vez na vida, já se perguntaram: quantos anos quero viver? O problema é que, geralmente, elas sonham com netos e bisnetos, mas pouco fazem para avançar na idade com a qualidade de vida que faz a diferença. “Não existem fórmulas mágicas para se envelhecer bem, tudo passa por dieta adequada, exercício físico, menos estresse, alegria de viver e a prevenção das doenças”, explica a geriatra Marta Driemeier, de Campo Grande. Segundo ela, o segredo não é muito mais o que se tem a fazer, mas, sim, como as pessoas podem fazer. “É preciso, realmente, colocar isso em prática se o desejo é aumentar a longevidade”. Qualidade de vida é a grande questão dessa história de vários anos a mais. “Hoje, as pessoas vivem comendo sanduíche e, mesmo quando têm tempo, consomem batata frita, churrasco e refrigerante. Assim, a obesidade será inevitável, e mais tarde virão as doenças”, diz a nutricionista Tânia Santos. Mas existem alimentos “do bem”, que contêm substâncias capazes de evitar danos à saúde. “Cereais integrais são fundamentais”, recomenda Tânia. “Eles garantem as fibras que ajudam o intestino a funcionar normalmente, eliminando as toxinas”, explica. E justamente por seguirem diariamente estes hábitos é que as centenárias senhoras Felicidade e Fumi continuam firmes e fortes. “Nossa mãe sempre foi uma guerreira, uma mulher decidida, de bem com a vida e, mesmo com a idade avançada, não deixa de cuidar dos cabelos, está sempre perfumada, preocupada com sua aparência e da sua casa; é lúcida e nos conta várias passagens da sua vida com detalhes impressionantes para a idade. Sempre optou por uma alimentação regrada, com hábitos saudáveis”, contam os filhos. Imigrante vinda da cidade de Kagoshima para o Brasil, ainda na juventude, Fumi Hiraoka sempre caminhou muito, até hoje lê sem óculos e a alimentação regrada e com prolongada mastigação estão entre os fatores que aumentam sua longevidade. “Minha avó é um exemplo: come pouco, mastiga muito, mantém peixe e soja na alimentação, nunca reclamou de nada e sempre soube partilhar”, define a neta Valquíria Hiraoka.
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