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PT ressalta 'fragilidade' da oposição

30 ABR 2011Por G115h:18

O Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) aprovou neste sábado (30) uma resolução política que ressalta dificuldades enfrentadas pelos partidos de oposição no Brasil. Segundo a legenda, os oponentes estariam em “profunda crise de identidade”.
O documento cita a criação de uma nova sigla, o PSD, e o esvaziamento do DEM. A legenda atribui os problemas enfrentados pelos oponentes a "sequelas" da derrota nas eleições presidenciais de 2010.

“Envoltos numa guerra de cúpula pelo comando do partido e às voltas com a debandada de seis vereadores paulistanos, os tucanos debatem-se à procura de um rumo para a oposição. (...) A dispersão, a tática confusa, a fragilidade aparente dos oponentes não nos deve levar a subestimá-los”, afirma o partido no documento.
Em nota, o PSDB informou que "nos próximos dias" vai discutir "ponto a ponto" a resolução divulgada pelo diretório do PT.

"É saudável e útil que partidos políticos discutam temas nacionais. O que espanta é que tantos compromissos e tantas ideias como as divulgadas hoje [neste sábado] não são capazes de desmontar o óbvio: o movimento para recuperar Delúbio Soares enquanto o STF [Supremo Tribunal Federal] examina processo em que são identificados diversos crimes, inclusive o de formação de quadrilha", afirmou o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE).

O presidente do DEM, senador José Agripino (RN), disse que não poderia falar porque estava dentro de um avião. O G1 ligou para a assessoria do partido e aguarda resposta.
Eleito nesta sexta-feira (29), o novo presidente do PT, Rui Falcão, avalia que a oposição dá sinais de grande fragmentação.

“A oposição parece ter perdido a sua perspectiva de projeto, muito devido à falência de algumas das ideias que defendiam e que entraram em crise no plano internacional, ideias conservadoras, neoliberais”, disse Falcão.

Na resolução, a cúpula petista também faz avaliação positiva do cenário no início do governo da presidente Dilma Rousseff. Os petistas ressaltam a aprovação popular à atual gestão e elogiam a política adotada pela presidente para o controle da inflação sem comprometer políticas sociais.

“O combate à inflação não se resume à flexibilidade da taxa de juros, mas é acompanhado também de restrições ao crédito, de elevação do imposto sobre operações financeiras, do aumento do depósito compulsório dos bancos. Tudo isso se faz sem sacrificar os programas sociais. Sob o governo Dilma, sob o governo Lula não se combate inflação promovendo recessão”, afirmou o presidente do PT.

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