PT entrará com três ações na Justiça contra vice de Serra

PT entrará com três ações na Justiça contra vice de Serra
20/07/2010 07:23 -


BRASÍLIA

O PT decidiu ontem que entrará com três ações contra o candidato a vice de José Serra à Presidência, Índio da Costa (DEM), por declarações que ligam o partido às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e ao narcotráfico. Os processos se darão nas esferas criminal, civil e eleitoral e foram anunciadas pelo presidente do PT, José Eduardo Dutra, em entrevista coletiva na tarde de ontem. “Queremos evitar judicializar a campanha, mas não vamos nos furtar de recorrer ao Judiciário quando nos sentirmos ofendidos”, declarou.

A ação na esfera criminal, segundo Dutra, será por “crime contra a honra”, e deve ser protocolada no Supremo Tribunal Federal (STF). Na área eleitoral, o PT buscará junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) direito de resposta no site do PSDB que veiculou a entrevista de Índio da Costa. O plano era impetrar as duas ações ainda ontem. Dutra afirmou que a intenção da busca pelo Judiciário é tentar fazer com que a campanha seja de “alto nível”.

Ele avançou dizendo que as declarações de Índio não são um fato isolado. “As declarações do candidato a vice são gravíssimas, mas isso tem acontecido em função da estratégia da oposição na campanha. Pode ser com palavras menos injuriosas, mas nós temos visto diversas manifestações de membros da oposição, inclusive do candidato da oposição, que procuram desqualificar nossa candidata”, afirmou Dutra.

Em relação a área civil, o PT já decidiu que entrará com uma ação na Justiça comum por danos morais contra o vice do Serra. O presidente do PT afirmou que o partido dará um “prazo” até as 12 horas de hoje para que o PSDB se manifeste sobre as declarações de Índio. Dependendo do posicionamento do PSDB, o partido poderá entrar ou não na ação.

Índio disse que o PT da candidata à Presidência Dilma Rousseff era “parceiro” do narcotráfico e chamou a presidenciável de “esfinge do pau oco”.
As declarações de Índio causaram mal-estar dentro da campanha tucana e incomodou a cúpula petista. Apesar da polêmica, o vice de Serra recebeu apoio de partidos aliados dos tucanos. Roberto Jefferson, presidente do PTB, e Paulo Bornhausen, líder do DEM na Câmara dos Deputados, utilizaram o microblog para defender o democrata e repetir o discurso.

Também pela internet, o presidente do PT reagiu às declarações. “Esse Índio desqualificado quer ser processado. O problema é que ele não vale o custo de papel necessário para a petição”, afirmou.

Mesmo aliados da campanha do PSDB admitem que Índio da Costa errou nos ataques feitos ao PT e à Dilma. O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, preferiu se esquivar do assunto. Disse que preferia se manifestar depois de conversar com o vice de Serra. “Já ouvi falar muitas vezes de ligação do PT com as Farc, mas não tenho elementos para dizer que há ligações do partido com as Farc”, disse.

Apesar de dizer que os esclarecimentos cabem a Índio, o candidato tucano a presidente endossou o vice no que se refere às ligações das Farc com o PT. “A ligação do PT com as forças armadas revolucionárias colombianas, isso todo mundo sabe, tem muitas reportagens, tem muita coisa. Apenas isso. Agora, as Farc são uma força ligada ao narcotráfico. Isso não significa que o PT faça o narcotráfico”, disse.

Diante da repercussão, o vice de Serra recuou ontem, afirmando no Twitter que o “PT não faz narcotráfico”. No entanto, publicou links com matérias que apontam ligação entre o PT e as Farc. Entre as matérias publicadas por Índio, está um texto que afirma que a mulher de um ex-guerrilheiro das Farc teria um cargo no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".