sexta, 20 de julho de 2018

PODER LEGISLATIVO

PT entra na disputa pelo comando da Assembleia

18 NOV 2010Por Lidiane Kober00h:00

O PT entrou na disputa pela presidência da Assembleia Legislativa, mas a base governista deve fechar em torno da reeleição do deputado Jerson Domingos (PMDB). Inclusive, o governador André Puccinelli (PMDB) já está conversando com os novos parlamentares eleitos a fim de reforçar a empreitada para garantir mais um mandato ao atual presidente. Até os petistas já trabalham com um plano “B” na eventualidade de não se viabilizarem. Neste caso, a intenção é emplacar o deputado Paulo Duarte (PT) na segunda secretaria.

Nesta semana, o deputado Pedro Kemp (PT) voltou a falar sobre sua candidatura à presidência do Poder Legislativo. Ele contou que já conversou com os sete deputados eleitos pela chapa de oposição ao atual governo. “Senti receptividade à proposta”, contou. O petista revelou ainda articulações que vêm mantendo com integrantes da base governista. Até agora, ele sentiu predisposição de três parlamentares em aderirem a sua candidatura.

Um deles é o deputado Zé Teixeira (DEM), que está de olho na vaga de primeiro-secretário da Mesa Diretora. “Eu contrataria um auditor para tocar isso aqui (a Casa de Leis)”, declarou. “Precisamos de um comando consciente”, acrescentou.

Apesar da receptividade de alguns integrantes da base aliada, o PT ainda teria minoria para chegar à presidência. “Sei que é difícil, mas não é impossível”, disse Kemp. “Independentemente das chances de vitória, acho salutar uma disputa, pois proporciona o surgimento de novas ideias para melhorar o relacionamento com o Executivo e com os servidores”, completou.  

Para derrubar a força da base governista, os petistas adotaram o discurso da renovação. “Está na hora de oxigenação. A sociedade pede renovação”, disse o deputado Paulo Duarte.
O fato é que dos 24 parlamentares eleitos, 17 fazem parte da base aliada do governador André Puccinelli e a tendência é atender a orientação do Executivo que, a princípio, defende a continuidade de Jerson no comando da Assembleia.

Também favorece o atual presidente fazer parte da legenda com a maior bancada. “É de praxe o partido com a maior bancada indicar o presidente”, destacou o deputado Júnior Mochi (PMDB). “Ele (Jerson) já é o presidente, então, é natural que ele possa manifestar interesse em continuar”, acrescentou. “Se ele decidir seguir na presidência, contará com meu apoio”, concluiu Mochi.

Também declarou apoio a Jerson o deputado Márcio Fernandes (PTdoB). “Ele foi um bom presidente”, comentou. O parlamentar também acredita que a maior bancada tem o direito de indicar o dirigente da Assembleia. “Se for consenso no PMDB a continuidade de Jerson, meu voto é dele”, finalizou.

Na eventualidade de se confirmar a união da base aliada em torno da reeleição de Jerson, o PT tentará ficar com a vaga de segundo-secretário. O mais cotado para assumir o cargo é Paulo Duarte. Ele até conta com o apoio do governo, que defende a necessidade de um parlamentar técnico assumir a vaga. Neste caso, a briga se concentrará pelo comando da primeira-secretaria.

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