terça, 17 de julho de 2018

SEGUNDO TURNO

PT e PMDB podem se unir na campanha de Dilma em MS

11 OUT 2010Por adilson trindade00h:30



Depois do confronto na sucessão estadual, o PMDB e o PT poderão deixar as diferenças de lado e se unirem na campanha da candidata a presidente da República, Dilma Rousseff (PT), em Mato Grosso do Sul. Até os petistas defendem a participação do governador André Puccinelli (PMDB) na busca de votos para Dilma, inclusive, em reunião, decidiram correr atrás do apoio do PMDB. No primeiro turno, o governador declarou apoio ao tucano José Serra. Mas não defendeu com fervor a sua candidatura para presidente.
Como não tem mais o PT combatendo a sua candidatura à reeleição, Puccinelli pode mudar a posição e ficar ao lado dos adversários no segundo turno da campanha presidencial. Não porque seja um admirador do petismo. Ele, sem dúvida nenhuma, se identifica muito mais com os tucanos. Mas ficaria com Dilma por fidelidade ao PMDB que tem aliança nacional com o PT e o deputado federal Michel Temer (SP) na vice da presidenciável.
Na quinta-feira (14), o comando regional do PMDB deve se reunir com os “agentes políticos eleitos” para discutir o rumo do partido no segundo turno da sucessão presidencial. O governador declarou a sua indisposição de decidir sozinho. Ele, um dia depois da reeleição, manifestou o interesse de continuar apoiando Serra para presidente. Mas pode não resistir a um apelo de Michel Temer para ajudar Dilma em Mato Grosso do Sul. O que está em jogo é o poder político do PMDB, que pode conquistar a vice-presidência da República com a eleição de Dilma.
A vice-governadora eleita Simone Tebet (PMDB), também, prefere permanecer com Serra no segundo turno. Mas não tem mais certeza se esta será a orientação partidária. Ela, por ser considerar soldado do partido, vai seguir a decisão da maioria, seja continuar com Serra ou aderir à candidatura de Dilma.
A maior resistência poderá vir do senador eleito, deputado federal Waldemir Moka. Ele é oposição ao governo federal e já chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “praga da agricultura”. Moka sempre foi um entusiasta da candidatura de Serra e dificilmente aceitaria entrar na campanha de Dilma.

Apoio dos adversários
Os rivais petistas no Estado não terão nenhum problema de contar com a adesão de André na campanha de Dilma. Eles acham coerente e justo a participação do governador, porque acima de tudo não está mais a disputa regional, mas em jogo a Presidência da República. Até os aliados do PT defendem a inclusão de André na luta para tentar transferir os seus votos para a candidata petista. Como é o caso do deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT), que perdeu a eleição para senador, mas não o apetite de ajudar Dilma a vencer Serra em Mato Grosso do Sul.
Em nota, o presidente regional do PT, Marcus Garcia, reiterou o plano de buscar o apoio de todos os parcerios do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, inclusive do PMDB. “A Direção Estadual do PT, juntamente com suas principais lideranças, buscará reunir os partidos que integram a base aliada do presidente Lula e da coligação Para o Brasil Seguir Mudando, no intuito de fortalecer a campanha da nossa candidata à Presidência Dilma Rousseff e consequentemente ampliar sua votação em Mato Grosso do Sul”.

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