Domingo, 18 de Fevereiro de 2018

TRAIRAGEM

PT discute colocar o

11 DEZ 2010Por LIDIANE KOBER E ADILSON TRINDADE04h:47

Na reunião de hoje do PT, promovida pela corrente petista Construindo um Novo Brasil (CNB), o ex-governador José Orcírio dos Santos está decidido a colocar o "dedo na ferida" para tentar acabar com o "vale tudo" dos infiéis. Outra proposta será concentrar no PT e aliados a discussão sobre a indicação dos nomes para ocupar os cargos federais. Ele discorda do atual critério de escolha. "Essa história do senador, deputado começar a lotear está errado. O PT deve discutir quem vai ocupar os cargos", defendeu. Sobre as eleições de Dourados, o petista é a favor de candidatura própria ou da união com os parceiros do último pleito.

Um dos grandes problemas apontado pelo ex-governador dentro do PT é a infidelidade. Ele considerou medíocre a declaração do senador Delcídio do Amaral (PT) de dar-lhe, nas eleições deste ano, o troco por não contar com o seu apoio na disputa pelo Governo do Estado, em 2006. "O Delcídio pensa que é rei, mas não passa de um bebê jonhson", afirmou. Orcírio revelou ter fita gravada do senador "pedindo voto para o Moka (deputado federal Waldemir Moka, do PMDB, que venceu a disputa para o Senado) e para o André (Puccinelli, governador reeleito)" para prejudicar o seu desempenho e dos aliados nas urnas. "O PT tem que discutir isto", defendeu.

A queixa não é apenas contra Delcídio. O ex-governador apontou outras lideranças do PT como prefeitos e vereadores fazendo campanha contra. "Vai continuar assim em 2012 com cada um apoiando quem quer? Ou vamos botar o dedo na ferida para limpar e cicatrizá-la. É isso que eu quero", disse Orcírio, evidenciado o inconformismo com a "trairagem" na campanha eleitoral.

Para o petista, o partido precisa parar para debater a linha a seguir a partir das próximas eleições. "Vamos de novo nos render a essa discussão medíocre de ser uma sucursal do PMDB ou ser um pólo de disputa de hegemonia neste Estado?, questionou. "Claramente vou defender a tese de ser oposição ao PMDB. Isso significa a gente discutir 2012, 2014. Aí o PT precisa ter o maior número de candidatos a prefeito possível", acrescentou. "O que não pode é o Delcídio vir com uma conversa de que vai ser candidato (ao governo) com o apoio do André", continuou.

Em relação aos cargos federais, Orcírio revelou ter um compromisso do presidente nacional do partido, José Eduardo Dutra, de que "a discussão passa pelo PT de Mato Grosso do Sul". "Acho que todos os cargos devem ficar nas mãos do PT e dos aliados, que fizeram campanha para a Dilma Rousseff no Estado", opinou.

 Dourados
Orcírio defendeu ainda negociação com o PC do B, PV e PDT para escolha de candidato a prefeito de Dourados. Ele é contra composição com o PMDB ou com o DEM. Os dois partidos sempre foram rivais históricos do PT em Mato Grosso do Sul. "Acho medíocre essa discussão de indicar o vice do Murilo Zauith (DEM) ou do Geraldo Resende (PMDB). Tá errado", comentou.

O ex-governador ressaltou que o PT tem vários nomes, bem como os seus aliados. Ele destacou Tatiana Ujacow, que foi sua vice na campanha para governador.

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