terça, 17 de julho de 2018

SEM REGISTRO

Psicólogo cassado por crime em Goiás atendia normalmente em Campo Grande

16 DEZ 2010Por VIVIANNE NUNES15h:47

Boletim de ocorrência registrado nesta tarde em Campo Grande revela que o psicólogo  Edson Rodrigues de Souza, que teve seu registro cassado depois de atear fogo no corpo de uma paciente no Estado de Goiás, atendia normalmente na Capital. O registro foi feito pelo presidente do Conselho de Psicologia do Estado, Carlos Afonso Marcondes Medeiros, 58 anos, depois que a família de um paciente o procurou ainda em novembro deste ano pedindo informações sobre o profissional.

Parentes de um dos pacientes fizeram uma busca pela internet onde descobriram a ficha do acusado que teve sua carteira profissional entregue ao Conselho Regional ainda em Mato Grosso do Sul no dia 20 de setembro deste ano conforme determinação do Conselho Regional de Goiás. Sua cassação foi publicada em Diário Oficial no dia 15 de outubro e na edição do jornal Correio do Estado do dia 10 de novembro deste ano.

Segundo informações que constam em boletim de ocorrência, uma criança estava sendo assistida pelo psicólogo que acabou confidenciando sua falta de habilitação para exercer o ofício à uma acompanhante da menina. O profissional cassado também atendia na Escola de Equitação que funcionava na Acrissul (Associação dos Criadores de Gado de Mato Grosso do Sul), respondendo inclusive pela equoterapia.

O Caso

O ex-psicólogo Edson Rodrigues de Souza, acusado de atuar de forma ilegal em Campo Grande mesmo depois de ter seu diploma cassado pelo Conselho Regional de Psiclologia de Goías chegou a ser preso no ano de 2006 acusado de atear fogo na uma paciente. Edmar Francisco de Oliveira sofreu queimaduras de até terceiro grau na região lombar e precisou de tratamento especializado no Hospital de Queimaduras de Anápolis.

À época, segundo matéria publicada pelo site de notícias da secretaria de Segurança Pública de Goiás, a então presidente do Conselho, Heloísa Massanaro, chegou a informar que um levantamento foi feito mas que era necessário avaliar a técnica que o “colega” teria aplicado. Ela mesma chegou a dizer que desconhecia qualquer técnica que pudesse colocar em risco a vida de uma pessoa.

Ainda conforme dados da secretaria de Segurança Pública, o delegado encarregado do inquérito pelo 1º Distrito Policial, Waldir Palhano, chegou a afirmar que encontrou várias constradições entre os depoimentos do acusado, da vítima e das enfermeiras da clínica.
Edmar disse que logo após atear fogo ao colchão em que ela estava, o terapeuta a teria empurrado para as chamas. Ele, no entanto, diz que tentou retirá-la, mas ela não resistiu e acabou caindo sobre as labaredas.

Edson disse que prestou socorro à vítima acionando socorro que a conduziu até o Hospital de Queimaduras.

O acusado teve sua carteira profissional entregue ao Conselho Regional ainda em Mato Grosso do Sul no dia 20 de setembro deste ano conforme determinação do Conselho Regional de Goiás. Sua cassação foi publicada em Diário Oficial no dia 15 de outubro e na edição do jornal Correio do Estado do dia 10 de novembro deste ano.


Atualizada às 17h31min para acréscimo de informações

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