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PSDB adverte André que vai enfrentá-lo se apoiar Dilma

23 FEV 10 - 03h:52
O PSDB de Mato Grosso do Sul adverte: caso o governador André Puccinelli (PMDB) venha a ceder às pressões do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e recuse palanque ao governador de São Paulo, José Serra, ou outro eventual nome tucano à sucessão presidencial, terá palanque próprio no Estado. Isso significa que, além do ex-governador José Orcírio Miranda dos Santos (PT), o governador enfrentará nas urnas o PSDB, que tem como principal cotada a eventual candidatura própria a senadora Marisa Serrano. “Se não tivermos apoio do PMDB à candidatura do PSDB, vamos ter candidatura própria ao Governo do Estado e palanque próprio à Presidência da República”, garantiu ontem o deputado estadual Reinaldo Azambuja, presidente regional do PSDB, questionado sobre declarações do presidente Lula de que, caso o governador conceda palanque presidencial aos tucanos, virá pessoalmente ao Estado pedir votos para seu compadre, amigo e companheiro de partido, Orcírio. A senadora Marisa Serrano, vice-presidente do PSDB, reforçou a fala de Azambuja. “Sobre o que o governador pensa ou vai fazer, não sei e não vou falar, mas asseguro que o Serra terá palanque próprio, seja do BDR (sigla do Bloco Democrático Reformista que une seu partido com o DEM e o PPS) ou de aliança com outros partidos”, frisou. “É decisão nacional que cada estado tenha um palanque presidencial”, acrescentou a tucana. Frisando que não vai especular sobre o que o governador Puccinelli irá fazer com relação à sucessão presidencial, Azambuja afirmou que esta decisão cabe ao PMDB. Reiterou, inclusive, que como presidente do PSDB continua buscando apoio dos antigos aliados para a candidatura de Serra. O deputado disse não acreditar que o governador vá conceder palanque a Dilma Rousseff tendo no Estado Orcírio como candidato adversário. Para Azambuja, André só concederia palanque à candidata de Lula se o PT abrisse mão de enfrentá-lo na sucessão estadual. A recente visita de Lula ao Estado, entretanto, afiançou a candidatura de Orcírio a quem o presidente não impôs nenhuma restrição ao seu projeto eleitoral. “Seria antagônico por parte do próprio PMDB enfrentar o PT que tem feito oposição acirrada criticando duramente o Governo do André na Assembleia, querendo fazer comparativos”, disse. “No meu entender, seria prejuízo eleitoral para o próprio PMDB”, ponderou. Reafirmando que a decisão do governador sobre sucessão presidencial é “problema deles, do PMDB”, Reinaldo Azambuja reforçou que, da sua parte, deve cuidar do projeto do PSDB. “Nós sabemos o que vamos fazer. Se não tivermos apoio do PMDB à candidatura do PSDB, vamos ter candidatura própria e palanque próprio a presidente da República”, completou. Noivado sem paixão Para Reinaldo Azambuja, embora o governador tenha reiterado a ilustração de que “o noivo espera a noiva”, ao não fechar as portas para eventual apoio a Dilma Rousseff no Estado, é pouco provável que Puccinelli conceda palanque à petista. “No meu entender, casamento envolve afinidade, paixão, amor. Casar por interesse é muito ruim, não é verdadeiro, por isso não creio nessa aliança. Mas quem deve responder a isso é o PMDB”, concluiu.
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