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PSB recebe André e Orcírio, mas não sai do muro

31 MAI 10 - 08h:46
Fernanda Brigatti

Em disputa pelo apoio do PSB, os dois principais pré-candidatos ao Governo do Estado, o governador André Puccinelli (PMDB) e o ex-governador José Orcírio dos Santos (PT) estiveram ontem na sede do diretório regional do partido, em Campo Grande. Eles apresentaram as propostas de alianças para as eleições deste ano. O PSB encerrou o encontro sem uma definição. O presidente do partido em Mato Grosso do Sul, Sérgio Assis, sugeriu, no entanto, ao fim do encontro, que a tendência é de apoio ao pré-candidato petista.
Questionado das chances, de zero a dez, de aliança com um dos dois, Assis afirmou: “Respondo dizendo que é a primeira vez em que o André vem aqui. O Zeca (Orcírio) é a terceira”.
A executiva do partido ainda está rachada sobre o apoio. Orcírio ofereceu ao PSB participação no governo, com uma secretaria, e a indicação do vice em sua chapa. Na disputa proporcional, PSB se juntaria à chapa única de deputados federais e àquela que não tenha o PT na corrida por vagas na Assembleia Legislativa. Quanto à estrutura para campanha, o assunto ficou a ser discutido nos próximos dias.
Puccinelli foi mais pragmático. Disse ao partido para escolher uma das três chapas de deputado estadual que devem ser lançadas ligadas a ele e ressaltou que seria suicídio se juntar ao “chapão“, integrado por PSDB, DEM e PR. Uma eventual participação no governo foi praticamente descartada. “Costumeiramente, não gosto de ceder espaço de secretarias”, disse. Ele prometeu, no entanto, que a indicação de cargos ao governo será possível se o partido eleger parlamentares.
Sem candidato a presidente, a determinação nacional do PSB é priorizar a eleição de bancadas. Segundo Assis, PSB escolherá entre Puccinelli e Orcírio “na calculadora”, dependendo daquele que oferecer coligação em chapas proporcionais mais fortes. Até o próximo dia 5, o partido deve encaminhar à nacional o nome de pelo menos um candidato viável na disputa pela Câmara dos Deputados. Até o dia 14 de junho, data da convenção nacional, o partido espera já ter definido qual caminho irá seguir. “Independente de quem for eleito, se nós não fizermos bancada, ficamos sem espaço do mesmo jeito”, avalia o presidente da sigla.
Ainda nesta semana, o PSB de Mato Grosso do Sul deve entregar aos dois pré-candidatos um documento oficializando as condições para fechar aliança. Também serão analisados os nomes das chapas proporcionais dos dois lados. Para Sérgio Assis, neste ano, um candidato a deputado federal só garantirá sua eleição se conquistar pelo menos 60 mil votos.
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