Domingo, 25 de Fevereiro de 2018

Protestos no Irã deixaram pelo menos 17 mortos

21 JUN 2009Por 16h:00
     

        Da redação

        A mídia estatal iraniana informou neste domingo que dez pessoas morreram nos protestos após a eleição de Mahmud Ahmadinejad, elevando o número oficial de mortos para pelo menos 17. A tevê estatal também informou que as autoridades prenderam a filha e outros quatro parentes do ex-presidente Hashemi Rafsanjani, um dos homens mais poderosos do Irã, por terem participado de uma manifestação ilegal. Após os confrontos de sábado, 20, as ruas de Teerã amanheceram calmas neste domingo.

        "Dez pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas nos tumultos que terminaram em confrontos", divulgou a tevê estatal. Ahmad Reza Radan, vice-chefe de política do Irã, culpou o grupo "Mujahedeen do Povo do Irã" pela violência. "Os criminosos e agentes do Mujahedeen entre a multidão usaram armas de fogo, motivo para as vítimas", disse. Fundado em 1965 com o objetivo de derrubar o governo então apoiado pelos EUA, o "Mujahedeen do Povo do Irã" foi o braço armado do Conselho Nacional de Resistência do Irã, com sede na França, mas renunciou à violência em junho de 2001.

        

        A Anistia Internacional alertou que era "perigosamente difícil" verificar o número de vítimas. "O clima de medo lançou uma sombra sobre toda a situação", disse o pesquisador-chefe da Anistia no Irã, Drewery Dyke, para a agência Associated Press.  A mídia estatal também informou que os manifestantes também fogo em duas estações de gás e atacaram um posto militar durante os confrontos de sábado.

        

        Em Nova York, a Campanha Internacional por Direitos Humanos no Irã disse neste domingo que um grande número de manifestantes que buscou tratamento médico nos hospitais da capital após os confrontos foram presos pelas forças de segurança. Segundo a entidade, os médicos receberam ordens para informar às autoridades sobre feridos relacionados aos protestos e que alguns manifestantes seriamente feridos buscaram refúgio em embaixadas estrangeiras para evitar a prisão.

        A filha mais velha de Rafsanjani, Faezeh Hashemi, e outros quatro membros da família, não identificados, foram presos na noite de sábado. Na semana passada, a tevê estatal mostrou imagens de Hashemi falando para centenas de apoiadores do candidato reformista da oposição Mirhossein Mousavi. (informações do Estadão)

         

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