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Propostas para lixão viram novela na vida das famílias

25 FEV 10 - 04h:28
Quem trabalha no lixão de Campo Grande convive com o medo de o local ser desativado. Os catadores reclamam que vivem uma novela, que vai da comédia ao drama. As promessas sobre mudança no local, com construção de aterro sanitário e inclusão dos trabalhadores em projeto para implantação de coleta seletiva, já são feitas há anos, mas ainda não saíram do papel. A obra para construção de aterro sanitário foi lançada em 21 de junho de 2007. A previsão inicial era que fosse concluída após um ano, mas ainda está inacabada e, conforme a última previsão divulgada pela prefeitura, o local só deve começar a operar a partir de novembro deste ano. O empreendimento, com 11,5 hectares, será no Bairro Dom Antônio Barbosa, ao lado do atual lixão, na saída para Sidrolândia. A obra do aterro está orçada em aproximadamente R$ 4 milhões, sendo R$ 3 milhões provenientes de recursos da Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Atualmente, está em andamento a Unidade de Processamento de Lixo (UPL), que será destinada para separação do lixo pelos catadores, que irão trabalhar com reciclagem. A empresa Sociedade Técnica de Engenharia e Edificações (Sotef) foi escolhida, por meio de licitação, para executar o empreendimento. Reciclagem Segundo a assessoria da prefeitura da Capital, ainda no começo do ano, agentes comunitários, professores e consel hei ros reg iona is passariam por processo de capacitação e orientações sobre reciclagem. Em março, está previsto o início da coleta seletiva de produtos recicláveis e também a instalação de Ecopontos – locais que receberão pequenos volumes de materiais reciclados em cinco pontos da capital – com previsão de empregar, primeiramente, 25 catadores do lixão. A i nda como parte das medidas sociais para atender aos catadores, a prefeitura firmou convênio com o Ministério das Cidades, em novembro do ano passado, para construção de 300 casas. As moradias farão parte do Bairro Dom Antônio II. O objetivo é remover as famílias que vivem nas proximidades do lixão em condições insalubres. Os investimentos serão de R$ 4,3 milhões para as novas habitações.
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