quinta, 19 de julho de 2018

Propaganda em 3D é a nova arma dos anunciantes

17 JAN 2010Por 20h:18
     

        São Paulo

         

        Nos anúncios que antecedem a exibição do filme "Avatar", uma caixa de Sedex parece saltar da tela durante a propaganda dos Correios. O efeito é a nova arma dos anunciantes para causar impacto na audiência. Com a onda de estreias de filmes em terceira dimensão ­- há pelo menos 20 programados até o fim do ano ­-, produtoras de comerciais capacitadas em filmar em 3D estão ganhando clientes executando comerciais com essa tecnologia, ou convertendo os comerciais para o formato.
        
        A questão em pauta é a durabilidade dessa onda. Os anunciantes fazem as contas para ver se vale a pena investir em comercias 3D, mais caros, ou adaptar suas peças publicitárias para sobreviver à atual demanda. Afinal, o cinema em terceira dimensão não é exatamente uma novidade. Na década de 20, com técnica mais rudimentar, surgiram películas capazes de proporcionar a sensação de profundidade. A novidade não decolou. Os custos não compensavam - situação que se repetiu em outros períodos, mas que agora ganha fôlego. Mas a tecnologia farta e acessível, associada ao esvaziamento das salas de cinema, deu impulso à mudança. Hollywood, polo mundial dessa indústria, avisou que vai concentrar investimentos em 3D.
        
        "O negócio do cinema tinha que reagir e recuperar a magia da tela grande porque perde dinheiro para a TV de plasma na residência das pessoas e a pirataria", simplifica Rodrigo Olaio, sócio e diretor da Mono 3D, produtora que há quase quatro anos se dedica a filmes, eventos e promoções com recursos 3D.

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