Sábado, 24 de Fevereiro de 2018

Escola Técnica

Projetos para otimizar o setor não saem do papel e verba terá de ser devolvida

5 DEZ 2010Por Carlos Henrique Braga 03h:00

A medida urgente para qualificar operários, e evitar que a falta da mão de obra pare o setor, é a Escola de Técnica de Construção Civil, segundo o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-MS), Amarildo Melo. O projeto, parceria do sindicato com a Federação das Indústrias (Fiems), não anda.

Para realizar o projeto, estão disponíveis R$ 25 milhões, de acordo com ele, mas o dinheiro terá de ser devolvido à Confederação Nacional da Indústria (CNI), de Brasília, porque a Fiems e a Prefeitura de Campo Grande, que teriam cedido o terreno, não levaram o projeto adiante.

"O dinheiro estava alocado, levamos dez anos para conseguir os R$ 25 milhões. É um absurdo a Fiems e a prefeitura não conseguirem fazer essa obra", lamenta o presidente do Sinduscon.

A escola foi anunciada como futuro projeto na comemoração dos 30 anos da Fiems, no ano passado. Em seu site, a instituição divulgou que seis mil vagas seriam abertas entre 2009 e 2010, e mais cinco mil, em 2011.

Para realizar os planos, a prefeitura teria doado terreno de 6 mil metros quadrados, próximos ao Aeroporto Internacional. O espaço era insuficiente, e seriam necessários mais 19 mil metros quadrados para abrigar o prédio, orçado em R$ 5,2 milhões, de acordo com notícias do site da federação.

A assessoria de imprensa da prefeitura restringiu a participação no projeto à doação do terreno, mas não soube informar detalhes. A Fiems não respondeu ao pedido de entrevista até o fechamento desta edição, nem se posicionou sobre o assunto. (CHB)

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