Sábado, 24 de Fevereiro de 2018

BOA NOTÍCIA

Programa mantém alunos na escola após período de aulas

22 NOV 2010Por Silvia Tada04h:40

Em vez de crianças nas ruas, ociosas, mais tempo na escola. Com essa premissa e enquanto o número de escolas de tempo integral não aumenta, em Campo Grande, 1.671 alunos da Rede Municipal de Educação (Reme), da Secretaria Municipal de Educação (Semed), participam do programa Mais Educação, financiado pelo Governo federal, que oferece, no contraturno da escola, atividades de educação e lazer para estudantes com problemas de notas, comportamento ou defasagem de idade.

Os trabalhos são desenvolvidos em 12 escolas, com alunos do 1º ao 9º ano, e os resultados já aparecem, com os participantes mais comprometidos com sua própria educação. Em todo o País, são dez mil estudantes que passam cerca 9h na escola. Na Capital, eles recebem almoço e um lanche, além da merenda escolar oferecida no horário de aula. O objetivo da Secretaria de Educação Continuada, do Ministério da Educação, é ampliar para 15 mil alunos atendidos já a partir do ano que vem.

"Cada escola adere ao programa e seleciona seis macrocampos (dentre acompanhamento pedagógico, educação ambiental, esporte e lazer, direitos humanos, cultura e artes, cultura digital, promoção da saúde, comunicação e uso de mídias, investigação no campo das ciências da natureza e educação econômica). As atividades são desenvolvidas com acompanhamento da secretaria e todos os alunos participam das oficinas", afirmou a coordenadora do Mais Educação da Semed, Evanir Bordim Sandim.

 Muro
Na Escola Municipal Professora Leire Pimentel de Carvalho, no Jardim Colibri II, participam das atividades 199 alunos. Quem estuda pela manhã, permanece na escola após o fim das aulas regulares, almoça, tem um tempo de descanso, em que pode dormir, ir à biblioteca ou assistir a televisão. Em seguida, começam as oficinas.

"Já notamos que os alunos participantes melhoraram, e muito, o comportamento em sala de aula e o desempenho no boletim. Há muitos pedidos para ampliarmos o número de atendimentos. Tem alunos que pulam o muro da escola, vestem o colete que caracteriza os integrantes e passam a participar das atividades", afirmou a diretora Dejair dos Santos Silva.

O programa procura aliar a escola, família e sociedade e incentiva os alunos a utilizarem espaços públicos da própria comunidade. "Uma praça, um centro comunitário, a igreja pode ser usado como espaço para atividades", reforçou Evanir. As prefeituras assumem parte dos gastos, como alimentação, funcionários (coordenador, merendeiras). Por mês, a escola recebe R$ 500 para compra de material e, conforme a oficina oferecida, todo material é enviado pelo Governo federal.

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