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Campo Grande - MS, quinta, 18 de outubro de 2018

Produtores firmam custeio para safrinha

20 MAR 2010Por 03h:02
Os primeiros 70 contratos de custeio do milho safrinha foram assinados quarta-feira de manhã na agência de agronegócios do Banco do Brasil em Dourados com novidade: o seguro-agrícola voltou a ser inserido na operação, sendo uma alternativa ao Proagro (Programa de Garantia da Atividade Agropecuária). Cerca de R$ 10 milhões foram para a conta corrente dos agricultores, que tinham cadastro pré-aprovado e plantaram a cultura de inverno até o dia 10 de março, último prazo previsto pelo zoneamento climático do Ministério da Agricultura para quem fosse financiar. Essa agência especializada no setor rural deverá assinar ao longo deste mês de 300 a 350 contratos de financiamento da safrinha, atendendo desde os agricultores familiares até produtores empresariais. O superintendente do Banco do Brasil para a região sul, Sadi Luiz Hendges informou ao Correio do Estado que a adoção do seguro-agrícola – que fora suspenso temporariamente, ocorreu porque foram contornados os problemas com resseguradoras que lastreiam as apólices da Aliança, a empresa seguradora do Banco do Brasil, em caso de perdas altas por intempéries. O gerente-geral da agencia, José Gonçalves Dias Neto lembrou que na safra passada cerca de 50% dos produtores de milho que financiaram a safra em Dourados comunicaram perdas por causa da seca e da geada. O Proagro tem limite de cobertura de R$ 150 mil. Além do seguro referente ao clima, o BB adotou, como em anos anteriores, o “seguro de preço”, em operação conjunta com a Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Ontem, a saca de milho em Campinas (SP), praça referencial do produto, estava a R$ 18, mas descontado o valor do frete, essa operação, que não é física, resultaria a R$ 13 em Dourados, equivalente à cotação praticada atualmente na região. Em 2009, o banco financiou em torno de 38 mil hectares de milho 2ª safra em Dourados e esse ano trabalha com uma queda de área de 20 a 30%. Essa redução se deve ao preço baixo do produto, pois hoje existe no País um estoque de 10 milhões de toneladas e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em sinalizado que o Governo federal não fará compras, já que os próprios armazéns estão com grandes estoques.
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