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ATÉ O PARÁ

Produtores do MT querem ferrovia para escoar soja

Produtores do MT querem ferrovia para escoar soja
07/02/2014 00:00 - folhapress


Produtores de grãos do Mato Grosso querem que o governo estude a construção de uma ferrovia de 1.100 km entre Lucas do Rio Verde (MT) e Itaituba (PA) para levar a produção agrícola da região para a exportação.

Na semana passada, o governo anunciou que vai lançar estudo para fazer a duplicação da rodovia BR-163 justamente nesse trecho, cobrando pedágio. O custo de transporte por ferrovia é em média 40% mais barato do que por caminhão. Por isso, os produtores articulam para que a solução por ferrovia também seja considerada.

O pedido para realizar o estudo de viabilidade da ferrovia, apelidada de Ferrogrão, foi feito ontem ao Ministério dos Transportes pelo empresário Guilherme Quintella, da EDLP (Estação da Luz Participações). A companhia participa de outros projetos ferroviários no país, entre eles a implantação de trens regionais em São Paulo em parceira com o Banco BTG Pactual. A empresa já vem estudando projetos de linhas de trem de carga na região desde o ano passado.

Caso o ministério aprove o pedido da empresa, a companhia ou alguma outra interessada pode realizar o estudo e entregá-lo ao ministério. Depois, caso o estudo aponte que o trecho é viável, o governo tem a opção de fazer a obra com recursos próprios ou conceder para a iniciativa privada. Só então a companhia é ressarcida pela pesquisa.

Para contemplar a região agrícola do Mato Grosso, o governo planejou uma ferrovia entre Lucas do Rio Verde e Uruaçu (GO), local onde ela se encontra com a Ferrovia Norte-Sul. Na Norte-Sul, as cargas poderia seguir tanto para os portos da região Norte como do Sul e Sudeste.

Essa ferrovia entre Mato Grosso e Goiás é considerada prioritária no programa de concessões do governo federal e a previsão era que fosse a primeira a ir a leilão, ainda este ano. Não havia previsão de conceder o trecho entre Lucas e Itaituba no atual programa, apesar desse trecho fazer parte do programa ferroviário brasileiro pelo menos desde a década de 1980.

Corredor
O senador Blairo Maggi (PR-MT), que é acionista da Amaggi, uma das maiores comercializadoras de soja do país, é um dos apoiadores do estudo para a Ferrogrão. O Movimento Pró-Logística, organização criada pela Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho do Mato Grosso), também chancelou o pedido para a abertura do estudo da ferrovia.

Para Maggi, a ferrovia nesse trecho teria a vantagem de criar um corredor direto de exportação, sem a necessidade de fazer baldeação entre ferrovias, o que aumenta custos e cria insegurança em relação ao tempo de chegada da carga no porto. Em Itaituba, há um porto de onde barcaças podem levar os grãos do Rio Tapajós ao Rio Amazonas e de lá para os países compradores na Ásia e Europa.

Para o senador, será difícil o governo viabilizar uma concessão rodoviária na região porque é uma área praticamente desabitada. No ano passado, o governo concedeu a BR-163 entre o Mato Grosso do Sul e a cidade de Sinop, já no Mato Grosso. As empresas que venceram as concorrências vão ter que duplicar a estrada em cinco anos em troca da cobrança de pedágio. Na semana passada, a presidente Dilma Rousseff anunciou que seriam iniciados estudos para que o trecho entre Sinop e Itaituba também seja concedido.

"Não sei se fecha a conta", disse o senador sobre a concessão da BR-163 do Mato Grosso ao Pará. 

Edeon Vaz, que dirige o Movimento Pró-logística, acredita que o trecho ferroviário entre Lucas e Itaituba é viável e que o estudo da rodovia pode ser feito já pensando na ferrovia. Segundo ele, a partir de 2020, 30 milhões de toneladas de grãos ao ano vão ser exportadas pela região Norte o que garante "carga para todo mundo".  

Felpuda


As várias e várias mensagens que vêm sendo trocadas em grupos fechados, e para poucos, são de que algumas alianças poderão acontecer, mas mediante a troca de comando em alguns órgãos importantes. Seriam entendimentos para atender siglas de matizes bem diversos que vêm tentando criar dificuldades para vender facilidades. Se as negociações forem concretizadas, tornarão os caminhos sem muitas barreiras. A conferir.