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Campo Grande - MS, terça, 23 de outubro de 2018

Produtores atrasam colheita para evitar filas

27 AGO 2010Por 18h:32
Cícero Faria, Dourados

Os produtores de milho de Dourados estão atrasando a colheita de algumas áreas porque as filas de  caminhões e carretas se formam na entrada de cerealistas, cooperativas, fabrica de ração e indústrias para a entrega do produto.
Com o tempo seco das ultimas três semanas, a colheita foi acelerada em toda a região. Mas, como os armazéns  têm capacidade limitada, os agricultores tiveram que retardar a entrega do milho, evitando que os motoristas esperem de um a dois dias parados no congestionamento na entrada das empresas.
Em Dourados, a área da safrinha foi menor nesta safra – em torno de 60 mil hectares. Mas a produtividade é boa, superior a 4.000 quilos/ha por isso a produção esperada é de, pelo menos, 243 mil toneladas somente neste município. Ainda resta em torno de 30% para ser colhido, o que representa quase 73 mil toneladas.
O milho que chega  aos armazéns passa pelo processo de limpeza e secagem, o que demanda tempo antes de ser estocado ou, se for o caso, despachado para Estados compradores ou encaminhado para  embarque em portos de exportação, como Paranaguá, principal destino do produto do sul do Estado.
Também os caminhoneiros que fazem frete reclamam da permanência nas filas, porque deixam de contratar novas viagens e ainda passam o desconforto de enfrentar o calor e a poeira.
O produtor que não comercializou o seu milho safrinha deixa o produto depositado em cooperativas ou cerealistas, o que contribuiu para o  gargalo da estocagem, porque o espaço vai diminuindo à medida que a safra vai terminando.
A solução para muitos agricultores tem sido diminuir o ritmo das colhedoras nas lavouras para escapar das longas e cansativas filas na portaria das empresas recebedoras. O clima seco e com baixa umidade do ar tem contribuído para essa alternativa, já que as plantas estão com as espigas formadas e secas no pé, não correndo risco de perder qualidade.

Perda
Se o tempo favorece o produtor em algumas situações, por outro lado é causa de prejuízo: um incêndio ocorrido anteontem numa colheitadeira na Fazenda Boa Esperança, em Nova Andradina, de propriedade de Gregório Weber, destruiu  70 hectares  de milho, que estava pronto para ser colhido.
A causa do fogo pode ter sido um curto circuito na máquina, quando fazia a colheita. Segundo os bombeiros, a colheitadeira havia sido abastecida pouco antes com 500 litros de óleo diesel.
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