Terça, 20 de Fevereiro de 2018

Estudo

Problemas de memória podem indicar risco de derrame

16 FEV 2011Por Diário da Saúde03h:59

Pessoas que apresentam problemas de memória ou outros declínios nas suas capacidades mentais podem estar sob maior risco de derrame, ou acidente vascular cerebral (AVC).

A conclusão é de um estudo divulgado ontem (15) e que será apresentado na Reunião Anual da Academia Americana de Neurologia, em Honolulu, no Havaí.

Testes de avaliação cerebral

Para o estudo, os pesquisadores aplicaram testes para pessoas com idades a partir de 45 anos - o grupo tinha uma idade média de 67 anos - que nunca tinham tido um acidente vascular cerebral.

Um total de 14.842 pessoas participou de um teste de fluência verbal, mensurando as funções executivas do cérebro, e 17.851 pessoas fizeram um teste de memorização de palavras.

Em seguida, os pesquisadores mantiveram contato com essas pessoas duas vezes por ano, por até 4,5 anos, para verificar se eles tinham sofrido algum acidente vascular cerebral.

Em caso de resposta positiva, os derrames foram posteriormente confirmados por meio dos registros médicos.

Durante o estudo, 123 participantes que haviam feito o teste de fluência verbal e 129 participantes que haviam feito o teste de memória sofreram um acidente vascular cerebral.

Riscos de AVC

Os voluntários que marcaram menos pontos - classificados entre os 20% piores - no teste de fluência verbal tiveram 3,6 vezes mais probabilidade de apresentar um acidente vascular cerebral do que aqueles que marcaram mais pontos - classificados nos 20% superiores da escala de resultados.

Para o teste de memória, aqueles que ficaram nos 20% inferiores tinham 3,5 vezes mais chances de ter um derrame do que aqueles nos 20% superiores.

A diferença nas taxas de incidência de AVC entre aqueles situados nas faixas inferior e superior da pontuação foi de 3,3 acidentes vasculares cerebrais por mil pessoas por ano.

Aos 50 anos, aqueles que estavam nos 20% inferiores do teste de memória tinham 9,4 vezes mais probabilidade de ter um acidente vascular cerebral mais tarde do que os 20% superiores - mas a diferença não foi tão grande em idades mais avançadas.

No geral, as diferenças se mantiveram depois que os pesquisadores ajustaram os dados para idade, escolaridade, raça e local de moradia.

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