quarta, 18 de julho de 2018

PARTILHA DO PRÉ-SAL

Principais prefeituras não fecham as portas

22 DEZ 2010Por Fernanda Brigatti02h:20

As prefeituras dos maiores e principais municípios de Mato Grosso do Sul recuaram da mobilização pelos royalties do pré-sal e não fecharam as portas ontem. Em Campo Grande, somente a secretaria de Governo teve a agenda pública cancelada.

O prefeito Nelsinho Trad (PMDB) afirmou que os serviços essenciais foram mantidos para não prejudicar a população. "Nossa agenda aqui foi cancelada, estamos fazendo agenda interna. Aderimos ao movimento fazendo um protesto no nosso gabinete, na Secretaria de governo", disse.

Segundo o diretor-executivo da Associação dos Municípios (Assomasul), Sebastião Nunes da Silva, apesar de não fecharem as portas, Campo Grande, Dourados, Três Lagoas, Corumbá e Ponta Porã enviaram cartas-manifesto apoiando a mobilização. A medida pretende pressionar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a não vetar projeto de partilha igualitária entre estados e municípios dos royalties do petróleo na camada pré-sal, aprovado pela Câmara. Se o novo modelo de raterio for sancionado, Mato Grosso do Sul receberá, em 2011, R$ 94 milhões a mais do que recebeu em 2010.

Além dos principais municípios do Estado, a Assomasul reuniu outras 55 cartas-manifesto que foram encaminhadas ainda ontem à Confederação Nacional dos Municípios e ao presidente Lula. "A mobilização atende nossos objetivos, pois são 60 adesões públicas, isso dá quase 80%, e é muito bom, pois queremos sensibilizar o governo federal", explicou Sebastião.

Na avaliação da associação, o recurso dos royalties garantiria investimentos, principalmente nos municípios menores, cuja arreacadação consegue apenas atender o pagamentos dos salários dos servidores, cumprir metas em saúde e educação e para bancar o duodécimo das Câmaras.

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