domingo, 22 de julho de 2018

REGIÃO NORTE

Primeiro trecho da BR-359 será concluído no mês de dezembro

29 OUT 2010Por Carlos Henrique Braga04h:30

Enquanto a pavimentação da BR-359 avança na região Norte, as cidades de Coxim e Alcinópolis, que serão ligadas pelo asfalto, esperam pelo desenvolvimento tardio que deve chegar com a obra. O trecho de 119 quilômetros entre os municípios deve ser finalizado em dezembro. No mês passado, o Governo federal liberou mais R$ 23 milhões para a estrada, considerada a via que levará impulso a tradicionais setores, como agropecuária, e a novos destinos, como tornar-se um polo de florestas plantadas.

O valor total do projeto é de R$ 101 milhões, dos quais 10% sairão dos cofres do Estado (R$ 10,1 milhões). O destino final é a divisa com Goiás, trecho que deve estar pronto em abril de 2012. À verba liberada em setembro serão somados R$ 992 mil do Governo estadual.

Segundo o secretário de Desenvolvimento de Alcinópolis, Kenio Batista Nogueira, faltam apenas 22 quilômetros para a conclusão da obra. São dois trechos: Alcinópolis-Coxim, e ao contrário. O comércio local passou a lucrar mais com o consumo dos 220 trabalhadores das empreiteiras. O preço dos alugueis subiram 50% desde o início da pavimentação, em 2008.

Esses são apenas benefício instantâneos de qualquer empreendimento, que gera empregos. Asfaltada, a BR-359 tira a região do isolamento logístico e abre horizontes. "Será um salto muito importante para o agronegócio, atividade consolidada, e também para novas, como florestas plantadas e o setor sucroalcooleiro", prevê o superintendente estadual de Indústria e Comércio, Jonathas Camargo.

O Norte não esconde a vontade de batalhar por investimentos em florestas, principalmente as de eucalipto. A Prefeitura de Coxim tenta convencer o Governo do Estado a fazer campanha para que empresas escolham a região. A vizinha Alcinópolis distribuiu mudas de seringueira a agricultores familiares para incentivar a produção de borracha. Se a estratégia der certo, as indústrias poderão se interessar em manter unidades de produção, se houver matéria-prima suficiente.

A seringueira é a melhor alternativa neste momento, pela aptidão de solo, na opinião do diretor da Associação dos Produtores de Florestas Plantadas (Reflore/MS), Benedito Mário Lázaro. Para chamar a atenção da indústria de papel e celulose, as cidades precisam de alternativas baratas de escoamento da produção, além da BR. Por enquanto, nenhuma empresa do ramo mostrou-se inclinada a investir no lugar. "É claro que as coisas podem mudar, mas isso depende dos investimentos em logística para escoar a produção, é preciso formar uma cadeia para a celulose", analisa o diretor.

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