Campo Grande - MS, segunda, 20 de agosto de 2018

CASO SANASA

Primeira-dama seria mentora das fraudes

22 MAI 2011Por RAC, DE CAMPINAS09h:01

As investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) que embasaram os 20 pedidos de prisão temporária do núcleo de governo do prefeito Hélio de Oliveira Santos, que cruzam depoimentos, escutas telefônicas, quebras de sigilos fiscais e bancários, documentos apreendidos, indicam que no topo da suposta organização que fraudava licitações, superfaturava contratos e desviava recursos públicos por meio de empresas de José Carlos Cepera e outros que se associaram ao grupo, estava a primeira-dama e chefe de gabinete, Rosely Nassim Santos. 

Os promotores suspeitam que era ela quem recebia as propinas cobradas nos contratos fraudados de segurança, manutenção e limpeza firmados com a Prefeitura e a Sanasa. A primeira-dama só não teve pedido de prisão solicitado porque está protegida por uma decisão liminar do TJ, que impede a Justiça local de tomar qualquer medida do tipo contra ela. Ontem, procurada, Rosely informou por meio de sua assessoria que não se pronunciaria por não conhecer o teor do inquérito.
 
Segundo apurou o Correio, nas atuais fases da investigações, novos contratos apareceram.
São seis novos contratos da Sanasa, que passaram a ser investigados este ano por serem seus empresários suspeitos de integrar o esquema.
São alvos dos promotores as licitações para a construção do emissário do Anhumas e também de prevenção de enchentes na Avenida Princesa D’Oeste. 

As duas licitações tiveram como vencedora a empresa Constran S.A Construções e Comércio.  Um dos conselheiros da Constran na época era José Carlos Costa Marques Bumlai, um dos principais lobistas do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). 

Os contratos de construção da Estação de Tratamento Anhumas, que teve como vencedora a empresa Camargo Correa, a construção da estação de água e esgoto do Parque Oziel e Monte Cristo, sob responsabilidade da empresa Sange, o contrato das obras de Tapa Buraco em Campinas, sob o comando da empresa Gutierrez, a prestação de serviços da Global Serviços e Hydrax também estão na mira do MP.
Os nomes dos envolvidos estão entres os presos e foragidos. 

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