Campo Grande - MS, terça, 21 de agosto de 2018

PEDRO JUAN CABALLERO

Presos que foram resgatados participavam de festa regada a bebidas e prostitutas

3 MAI 2011Por EDILSON JOSÉ ALVES18h:00


Um grupo de seis homens que seriam membros da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) foi resgatado da Penitenciária Regional de Pedro Juan Caballero no final da noite de segunda-feira. Um bando armado com fuzis e metralhadoras invadiram o local no momento que os presos participavam de uma festa interna regada a bebidas alcoólicas e com a presença de prostitutas.
Conforme as informações, por volta das 23h30min., um bando armado com fuzis, metralhadora e pistolas, invadiu a penitenciária, local onde um grupo restrito de presos participavam de uma festa regada com muita bebida e comida. Os agentes penitenciários de plantão que foram coniventes em conceder permissão para os detentos foram rendidos e outros correram já que os invasores começaram disparar suas armas.
Seis presos fugiram pela porta da frente da penitenciária. Eles foram identificados como sendo Emiliano Rojas Gimenez e Eduardo Feu da Silva, apontados como os pistoleiros que atentaram contra a vida do senador liberal Robert Acevedo na linha de fronteira em abril do ano passado. Também fugiram Francisco Aparecido Segovia, autor de tentativa de homicídio contra o então chefe de trânsito de Pedro Juan Caballero, Ramón Cantaluppi Arévalos, em fevereiro de 2009; Paulo Augusto Souza e Diego Oliveira, que foram presos no último mês de fevereiro e Geraldo Francisco de Oliveira. Todos os fugitivos teriam ligações com o PCC, sendo que quatro deles são brasileiros.
O diretor da penitenciária paraguaia, Catalino Diaz, disse que os seis fugitivos estavam em uma cela com outros 30 detentos. Ele disse que quando recebeu a denúncia de que pessoas estranhas estavam rondando a unidade penal, imediatamente foi ao local, mas quando chegou a invasão já tinha ocorrido. Ele descartou que o plano de fuga foi facilitado. Disse que os agentes não tinham como agir já que os invasores chegaram atirando.
Segundo o diretor, a alta periculosidade dos presos e o pouco efetivo que dispõe para vigiar a penitenciária, são fatores graves. “Em várias ocasiões já tinha alertado meus superiores sobre os riscos que estávamos correndo. São presos perigosos que pertencem a facções como o PCC e quando agem utilizam armamentos como o que usaram para resgatar os presos, fuzis e até metralhadoras”, disse.
Por outro lado o promotor de justiça, Justiniano Cardoso, criticou a fuga dos presos. Ele disse que tentou falar com o diretor da penitenciária várias vezes durante a tarde de segunda-feira, mas que ele não atendeu nenhuma das chamadas. Cardoso informou que tinha informações confiáveis de que existia um plano de fuga em massa e que desde às 16h começou a telefonar para Catalino Diaz para informa-lo da situação.
Para a promotor de justiça Camila Rojas não existem dúvidas de que houve negligência dos agentes e da direção da penitenciária. “O Espírito Santo não leva drogas e nem armas para o interior do presídio. Só posso deduzir que existiu cumplicidade para o sucesso na operação que resultou no resgate dos presos”.
 

Detenção
Três agentes penitenciários e quatro prostitutas, sendo três brasileiras, foram detidas pela Polícia Nacional. Eles estariam participando da festa promovida pelos presos no interior da penitenciária regional de Pedro Juan Caballero. As autoridades paraguaias solicitaram apoio da polícia brasileira nas investigações, já que existem informações no país vizinho de que os fugitivos teriam fugido para Ponta Porã.

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